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HUMORISTAS

Léo Viana, por CRIATIVOS!



Léo Viana

Quando comecei a escrever sem a pressão dos professores cobrando a análise sintática e a fixação no tema proposto - sem tergiversar - com a objetividade de um moleque da antiga sexta série no início dos anos 80, eu sonhava que seria humorista profissional. Ou , melhor ainda, só descobri depois, redator de humor.


Seria a melhor profissão do mundo pra quem era metido a engraçado, como eu, mas absolutamente sem graça, de fato. Humorista não dava. Mas redator, eu pensei seriamente. Fazia um certo sucesso com minhas tiradas de humor, apesar de não considerar que fossem boas mesmo.


A desistência, como o sonho, veio fácil, na mesma década de 80 ainda, quando me tornei consumidor voraz de humor, sem distinção de origem ou formato, de tirinhas de jornal a quadrinhos estrangeiros (raríssimamente, mas apareciam), passando pelas revistas brasileiras, comédias de todo tipo, claro, e mesmo pelos programas de televisão e rádio.


Acontece que eu achava tudo engraçado. E ria muito, muito mesmo, num tempo em que, fim da ditadura e início da retomada da nossa democracia, nem tudo era tão engraçado assim. Concluí, sem ajuda, que, se eu achava todos os humoristas engraçados, eu provavelmente seria um péssimo redator. Era preciso ser mais crítico. Eu ria do Stanislaw Ponte Preta, da Mad, do Pasquim, do Chico e do Jô, do Monthy Phyton, do Golias e do Lilico, da Turma da Maré Mansa, do Juca Chaves, do Leon Eliachar, do Carlos Eduardo Novaes, do Jerry Lewis, do Woody Allen, do Peter Sellers, do Juarez Machado, do “Avesso da Vida”, da “Praça é Nossa”, dos Trapalhões, enfim, de qualquer coisa, com a mesma intensidade. Concluí que todos eram melhores que eu, logo, não havia o que fazer.


Numa atividade em que você não vai colaborar, o melhor a fazer é escolher outra. Não sou competitivo, nunca fui, mas ser o último da fila sempre é, no mínimo, resultado de uma escolha equivocada. Reflexões da juventude.


Cresci, aparentemente amadureci, e segui escrevendo, cada vez com menos graça, na direta proporção em que a vida e a sociedade davam mostras de que talvez nunca voltassem a ser mesmo tão engraçadas como nos anos 80, apesar das circunstâncias da época e que, hoje, nos trazem um risinho ao canto da boca. Pochetes, ombreiras, João Figueiredo...


Hoje, quando os assuntos todos tangenciam a falência do gênero humano (um mundo em que há Trumps e Bolsonaros, simultaneamente, só pode estar no fim), os humoristas seguem me fazendo feliz. Mas eu optei por escrever tristezas.


Tem gente muito boa trabalhando com humor e, convenhamos, grande parte das piadas, prescinde de humorista. Gripezinha, dinheiro na bunda, fim da corrupção, rachadinha...


Pena que, no futuro, elas certamente não nos trarão um risinho ao canto da boca.


 

Chico e Paulo Caruso - Que País é Este? Cd nas principais lojas de streaming, by Cedro Rosa





 

O Rio de Janeiro têm na música uma de suas maiores expressões mas o segmento está abandonado


A cidade do Rio de Janeiro, que já teve entre seus apelidos de "musicópolis" e "pianópolis" entre final do século XIX e início do século XX abandonou completamente o segmento musical e outros segmentos culturais à própria sorte.


Berço do samba e da bossa nova, tendo atualmente o funk carioca tido sucesso internacional, nenhum movimento de apoio ou estudo à atividade musical tem sido realizado.


Poucas atividades artísticas geram tantos empregos diretos e indiretos, tanta renda e tanto imposto quanto a Música, fato comprovado por iniciativas constantes de defesa e promoção do setor realizado em paises da Europa e nos Estados Unidos.


 

Escute na Spotify uma playlist de músicas que falam do Rio de Janeiro. Repertório Cedro Rosa.

 

Em fins de 2018 a Cedro Rosa promoveu o seminário A Musica na Era Digital, que reuniu nomes do jornalismo, música e cinema para discutir música e tecnologia.


Aqui, a mesa 1, com participacoes de Jose Pires / ECAD, Miguel Faria (Diretor Cinema), Antonio Adolfo, Antonio Murta (Goyanes, Murta Advogados), Hugo Sukman (jornalista) e Marcela Maia (Biscoito Fino). Mediador: Tuninho Galante (Cedro Rosa). Abra ja um perfil na Cedro Rosa Digital, a plataforma que une quem faz e produz musica com a indutria da midia, entretenimento e jogos para contratos profissionais de licenciamento.



A Cedro Rosa produtora e distribuidora de conteúdos, com sedes no Rio de Janeiro, New York e Tokyo.


Sua plataforma digital funciona em 10 idiomas no mundo inteiro e conta com mais de 3 000 mil certificadas, prontas para serem licenciadas para sincronizações diversas em filmes, novelas, audiovisuais, games e publicidades.



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Escute o disco PARTIDEIROS, produzido pela Cedro Rosa, no Youtube.




 

Criativos! é uma revista digital de Arte, Cultura e Economia Criativa e conta com a colaboração de centenas de artistas, criadores, jornalistas e pensadores da realidade brasileira.

Editada pela Cedro Rosa.


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