Brasil, um país onde todos são iguais, só que uns são mais iguais que outros.

Paulo Eduardo Ribeiro, do Canal Ponte Aérea, para CRIATIVOS!




“Se um dia o Brasil entrar em guerra, o próprio povo cuidará de nosso extermínio.”


Escrevi isso em 2018 durante a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil.

Naquele momento onde muitas pessoas falavam e escreviam sobre empatia e tantas outras coisas que de tão mal utilizadas acabaram virando clichês, o que se via no mundo real era cada um olhando para o seu umbigo.


Pessoas mostrando seu pior, das mais variadas maneiras, a começar pelos postos de gasolina que simplesmente elevaram o preço dos combustíveis sem o menor constrangimento.

Nos supermercados pessoas travando uma luta sem precedentes para poder estocar qualquer coisa e assim garantir sua sobrevivência e dos seus, sem se importar nem por um segundo com o próximo.


“Ame o próximo como a ti mesmo!"


Com certeza, desde que o próximo não seja alguém distante.

Mas o episódio de 2018 traria aprendizados, pelo menos para nós brasileiros.

Sairíamos pessoas melhores, e como somos seres dotados de capacidade intelectual e empatia, conseguiríamos superar, juntos, qualquer adversidade depois daquele evento.


 

Roda de Samba de Mulheres. Escute a playlist na Spotify.

 


“Nas dificuldades conseguimos extrair o melhor das pessoas!”

Quase dois anos depois somos colocados novamente a prova, dessa vez em escala mundial, e mais uma vez o ser humano mostra sua capacidade de não se importar com o próximo.

Claro que estou generalizando e isso talvez seja um erro, ou não seja justo, mas o que assistimos diariamente é assustador.


O que se viu no início da pandemia foi uma correria desenfreada para se est