João Nogueira, um fulgurante capítulo na história do samba (final)





O Samba como todos sabem, tem sua história marcada por perseguição, indiferença, bajulação, desprezo o que resulta em uma trajetória de altos e baixos. Um desses momentos de baixa levou João Nogueira a criar uma trincheira de resistência quando fundou o Clube do Samba. Com ele estavam a irmã, Gisa Nogueira, Paulo Cesar Pinheiro, Clara Nunes, o mesmo Sérgio Cabral e outros bravos. É isso. Agoniza, mas não morre. Alguém sempre o socorre, já disse o gigante Nelson Sargento que nos deixou semana passada.


A primeira sede do clube foi no Méier, na casa do João. Depois de perambular por outros logradouros, estacionou na Barra da Tijuca. Lá promoviam-se bailes frequentados pela fina flor do gênero e da MPB como Beth Carvalho, Paulinho da viola, Martinho da Vila, Chico Buarque. Havia um jornal próprio, sobre samba e, não demorou o Clube se metamorfoseou em bloco que até hoje ajuda a enriquecer o Carnaval de rua do Rio. Quem segura a agremiação na cabeça e dona Ângela Nogueira e a família.