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Inspiração


Eleonora Duvivier_foto: Theodora Duvivier

Dei parabéns a Tuninho Galante por sua tenacidade e entusiasmo em relação aos seus diversos projetos, e ele disse que se empenhar em tudo aquilo era mais forte do que ele. Falou uma frase muito mística na minha opinião, dizendo que não sabia de onde arrancava força para tocar esses projetos “ou ser tocado por eles”.


Quando nos sentimos assim “levados” por uma motivação, estamos agindo sob verdadeira inspiração. Não é atoa que os gregos antigos viram na inspiração uma qualidade transcendente. Enquanto eles achavam que ela vem das musas e dos deuses Apolo e Dionysus, outros povos da antiguidade também atribuíram a sua origem `a divindades.


Lembrei-me de que quando li as várias biografias de Walt Disney disponíveis para adultos, tive a clara impressão de que Walt era levado por sua causa e devido a isso resistiu a todos os imensos obstáculos no seu caminho, como a pobreza extrema em que vivia, a oposição do pai (que queria que ele arranjasse um emprego medíocre, mas garantido) e a descrença de todos `a sua volta. Isso foi constante durante toda a sua vida.


Embora se diga que Disney dirigia o seu time com tirania, ele estava na verdade passando para os seus artistas e ajudantes uma causa a que ele mesmo obedecia (e com mais diligência do que todos os que formavam esse time). Ao invés de estar sendo simplesmente autoritário, ele na verdade estava imantando todos com a sua própria inspiração. E para satisfazê-la, era tão duro consigo mesmo quanto com os que trabalhavam para ele, ou até mais consigo mesmo. Ao contrário de um mero patrão que dá ordens de acordo com a sua própria vontade e assim afirma a “sua” autoridade, o líder é levado por uma causa a serviço da qual não se poupa. Ao invés de afirmar a sua autoridade, ele afirma a autoridade que o “escolheu” e que está além dele próprio.


Era através dessa característica mística e, portanto, carismática, que minha mãe classificava aqueles que considerava verdadeiros líderes. Disney era exemplo perfeito. Os que criticaram o seu rigor, desprezaram a dificuldade de transmitir para mil pessoas de temperamentos diferentes competindo entre si, uma causa criadora que os irmanasse em seu serviço. Isso é algo que não pode nem ser comprado e nem conseguido por mera vontade. Trata-se do rumo mais precioso na vida, o único que nos iça acima da gratuidade e da surdez do acaso para a o sentido e resposta da própria Criação.


Disney obedecia a um ideal cuja criatividade era pioneira e imprevisível, tendo ele que descobrir como desenvolvê-la `a medida em que prosseguia. Não só transformou e elevou o desenho animado a um nível artístico, como desenvolveu deste as ideias que vieram a criar a Disneyland e tudo que formou esse império da diversão orientada para a família e que hoje virou uma máquina de repetir fórmulas como que “imprimindo” dinheiro.


Ao contrário disso, Walt, a cada passo do seu caminho, teve que superar a oposição das pessoas mais próximas a ele e a dos banqueiros que lhe emprestavam dinheiro. Vivia sempre a um passo da banca rota, mas nem por isso se dobrava a fazer o que o mercado pedia e até garantia, como series dos seus grandes sucessos, tipo Branca de Neve número 2, 3, etc. A companhia Disney hoje usa e abusa desse recurso “barato”, como fizeram com Os Piratas do Caribe, A Pequena Sereia e outros, transformando o que era uma busca de novos horizontes em uma repetição de temas passados mas que lhe trouxeram dinheiro. Entretanto, os filmes que seguem os primeiros de uma mesma série lhes são sempre inferiores. Mas se atraem clientes, não se importam. Para eles, o dinheiro fala mais alto do que a criatividade. Isso me lembra uma das frases geniais de Oscar Wilde: “O cínico sabe o preço de tudo e o valor de nada.”


Walt Disney, ao contrário, não ligava preços e sabia bem o valor das coisas, principalmente o de suas ideias. Detestando fórmulas e repetição, ele constantemente seguia os motos que recomendava a todos os seus colaboradores, como “We need to outgrow ourselves!” (precisamos nos superar) ou, “We need a kick in the pants to let loose some inspiration!” (precisamos de um chute nas calças para libertar um pouco de inspiração).


É isso. Inspiração. Sendo líderes ou trabalhando por si mesmos, benditos são os que se encontram movidos por essa graça do além!


 

Rio Xingu, a luta dos ribeirinhos e indígenas pela saúde e pela vida.




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