IMPRESSÕES


Leo Viana


Há dois anos, por uma dessas sortes que às vezes nos permitem estar no lugar certo e na hora correspondente, eu e meu cavaquinho fomos convidados a nos juntar ao um grupo que ia à China tocar samba enredo num festival internacional de música. O festival se dizia de juventude, eu já tinha mais de 50 anos na ocasião, mas vale o espírito. Eu era o decano do grupo do Brasil, mas no festival tinha gente mais antiga. Poucos, é verdade, mas havia. Após as peripécias possíveis nas 24 horas de vôo que fizemos pra chegar, passando por São Paulo e Adis Abeba (ou Addis Ababa, que é como tem escrito em toda parte por lá), uma daquelas capitais que você decora na oitava série, mas que nunca imagina que encontraria pessoalmente, desembarcamos no universo paralelo que é o país do Mao Tse Tung, dos pandas, do kung fu e de grande parte das mercadorias consumidas pela humanidade, de chaveiro a Iphone, passando por roupas e tudo o mais que você imaginar. Um produto muito em evidência nesses dias é a vacina...


Daqui pra diante, dou uma humilde e sincera guaribada num texto que escrevi no início de agosto de 2019, quando voltamos.