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Histórias de um Professor Universitário metido a escritor




Eu conheci vários professores em minha longa trajetória acadêmica, alguns de nível técnico, outros de nível universitário, alguns são bem sérios, outros nem tanto, uns adoram usar terno e gravata inclusive nas aulas, outros preferem se vestir de maneira bastante informal, alguns são bastante pacientes, outros nem tanto, alguns eu guardei pra sempre, outros simplesmente deletei, mas quero falar de um em especial, um professor universitário que conheço e que é metido a escritor.


Particularmente acho que todo professor deve construir conhecimento, claro que não vejo isso como uma imposição, mas pelo menos a priori, me parece que eles têm mais facilidade de sentar e pensar em formas de expor ideias que normalmente não são colocadas em discussão em lugares onde possam ser debatidas, pensadas, mas como eu disse no início desse parágrafo, isso é apenas uma opinião minha.


Na verdade eu conheço um professor assim, metido a escritor e tal, que gosta de falar de assuntos que levam os alunos a reflexão em sala de aula, que sempre diz que adora “jogar a sementinha da discórdia” pra fazer os alunos saírem de suas aulas pensando, e quer saber de uma coisa, muitas vezes ele consegue.


Começou a escrever justamente para tentar fazer seus alunos terem acesso a leitura, afinal de contas muitos deles nunca foram incentivados a essa prática, quem sabe se ele começasse a construir textos que refletissem assuntos cotidianos, que fizessem parte do dia a dia deles, como por exemplo, a vida escolar ou profissional essa prática não seria facilitada. E foi com esse propósito que ele começou a escrever.


Escrever não é algo fácil e ele sempre soube disso, requer pesquisa, estudo, treino, disciplina e muito comprometimento, acho que ele não pensou nisso no começo de sua saga, a ideia era apenas colocar em prática o plano de fazer com que aqueles meninos e meninas tivessem acesso a suas ideias, muitas debatidas diariamente em sala de aula, mas de uma maneira diferente, em forma de texto para que ficasse registrado.


“Talvez ajude a melhorar a compreensão, a interpretação de textos”, coisas que ele sempre pensava, inclusive em sala de aula após a aplicação de uma prova, principalmente quando ele debatia as questões e o porquê das alternativas corretas serem “aquelas” e não as outras que muitas vezes os alunos acreditavam, na verdade muitas vezes tinham certeza, serem as certas, mas sem entender muito bem a diferença entre elas.


Lembro-me de quando escreveu seu primeiro livro, eu acompanho a saga dele de perto desde o início, foi um trabalho para ajudar o curso em que lecionava a finalizar um projeto, um livro para um determinado curso e que seria escrito por um professor da área, mas o colega professor precisou deixar o projeto no meio do caminho, pra falar a verdade ele deixou o projeto muito antes do meio do caminho, ele sequer tinha iniciado o processo de elaboração das ideias do livro.

Claro que ele ficou extasiado com o convite, mas quando voltou a si e analisou com calma a proposta percebeu que talvez devesse ter pensado melhor antes de aceitar.

“ANÁLISE DE CUSTOS, NÍVEL DE ATIVIDADES E PREÇOS.”

Apesar de sua formação em Administração as deficiências em exatas, fruto dos traumas da época da faculdade, quase o fizeram enlouquecer, e o pior de tudo foi o prazo de pouco mais de trinta dias para a conclusão do trabalho.


Mas a experiência serviu como aprendizado para trabalhos futuros, aliás, é como ele por diversas vezes falou aos colegas que diziam que gostariam de escrever como ele: “se você quer escrever como eu pare de arrumar desculpas, pois para começar a escrever não tem segredo, apenas escreva”.


Com o passar do tempo é claro que ele foi melhorando, teve até artigos publicados fora do país, e estou sabendo que tem mais dois livros quase prontos, não sei como ele consegue, mas até onde sei uma vez picado pelo bichinho da produção literária você nunca mais volta ao estágio anterior.

Preciso esclarecer que o “metido a escritor” no título é apenas uma maneira carinhosa que ele mesmo utiliza quando se refere aos trabalhos que produziu, seja em livros, artigos acadêmicos ou nos artigos de opinião que ele escreve semanalmente para uma revista, pois no fundo ele tem dificuldade para aceitar os elogios que recebe e principalmente não gosta muito de falar dele próprio como referência ou protagonista, mesmo que seja com pessoas que, de uma forma ou de outra, estejam dispostas a trocar conhecimento com ele.


“Não saio de casa para dar aula, saio de casa para trocar conhecimento e meu maior desafio é tentar colocar em palavras, da maneira mais simples possível, as coisas em que acredito e da forma que acredito”, é o que ele sempre diz.

Se isso tudo faz dele um escritor eu não sei, mas uma coisa eu posso garantir, as intenções dele são sempre as melhores e seus textos geralmente levam a algum lugar, a alguma reflexão, e como ele sempre diz “se ao menos uma pessoa parar para refletir sobre o que eu falo ou sobre o que eu escrevo já estou no lucro”.


Certamente alguém deve ler professor, na verdade tem uma pessoa que lê tudo, absolutamente tudo que você escreve professor, eu, e posso te dizer uma coisa?

Por favor, não pare nunca de escrever.


Paulo Eduardo Ribeiro, do Canal Ponte Aérea, para CRIATIVOS!


 

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