FIXAÇÃO



Já me acusaram de fixação no tema. Houve até quem sugerisse uma distração nova.

Entendo. Mas definitivamente, não é a falta de distrações que me fez insistir no assunto. A título de curiosidade, a biblioteca aqui de casa tem milhares de títulos (que disputam espaço com a gente...), temos assinatura de várias dessas plataformas de streaming, fora uma impressionante coleção de cd’s e mp3, o que garante música e cinema pra ver por três vidas seguidas, mais ou menos. E vivendo no Rio de Janeiro, nunca foi difícil arranjar o que fazer pra ocupar eventuais horas de lazer, convenhamos.


O trabalho me ocupa tempo enorme, muito mais do que eu desejaria, e ainda tem a música, meu xodó, que me exige alguma dedicação. Não sou profissional, mas gosto muito.

De uns tempos pra cá, entretanto, assumo minha talvez excessiva ocupação com o desvendamento do mistério da ignorância coletiva. Verdade também que não estou sozinho nessa inglória busca e que outros investigadores têm notado, como eu, que nem sou um, um progressivo desaparecimento do objeto de estudo, ainda que os bandos restantes se mantenham muito expressivos. Em genética talvez se dissesse que a redução da população faz com que haja maior expressão dos genes que c