Emblemático do mundo do samba – (Final)




Voltando um pouco no tempo, antes do desfecho do texto anterior e, bem antes de Romildo virar nome de rua em Mesquita. Passado o desfile vitorioso da Leão de Nova Iguaçu, o tempo deu aquelas pedaladas que costuma dar, e eu já estava morando longe. Um amigo disse que Romildo não estava bem de saúde. Parece que sofria de algum mal nos rins ou no fígado e que por isso teria ido parar num hospital. Fiquei apreensivo.


Certa noite numa fuga rápida para matar saudades, eu fui reencontrar amigos no Bafo da Cobra, um querido bloco carnavalesco em Nova Iguaçu. Estavam todos lá: Luciano Roxo, Rodelson, Claudinho do Cartório, Robson Azeredo, Jairo Bráulio, Mário Carabina e muitos outros. Eu passava entre as mesas na pequena, mas animada quadra quando senti alguém me segurar o braço. Voltei-me e constatei: era ele, Romildo Bastos. Me olhou zombeteiro e lançou suas setas em forma de palavras, humoradamente sarcásticas, como de hábito:


- Passando sem me ver? Pensou que eu tinha morrido? Nada compadre, não sou um fantasma, não. Estou aqui, vivinho da silva.