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2020... O ano que nos mostrou que resiliência é muito mais fácil no discurso do que na prática

Paulo Eduardo Ribeiro, do Canal Ponte Aérea, para CRIATIVOS!






3.. 2... 1... ADEUS ANO VELHO!!! FELIZ ANO NOVOOOO!!!


É assim que sempre nos despedimos do ano que termina, por pior que ele tenha sido, e iniciamos um novo ciclo, cheio de esperanças, projetos e sonhos, afinal somos resilientes não tem como ser diferente.


Pelo menos para mim sempre foi assim desde que me conheço por gente.

Essa capacidade que o ser humano tem de separar o tempo em ciclos e ir renovando suas expectativas é positiva, isso eu não posso negar, e talvez a resiliência tenha algo a ver com isso, pois naquela contagem regressiva parece que algo mágico acontece e nos fortalecemos, iniciando o próximo ciclo totalmente recuperados e prontos para uma nova carga de mais 365 dias.


Assim terminou o ano de 2019 e iniciou o ano de 2020, nada diferente dos anos anteriores, mas 2020 trouxe elementos diferentes, que fizeram muitas pessoas simplesmente jogarem os conceitos da resiliência fora, talvez sem se dar conta disso.

Isso me fez repensar quantas vezes eu ouvi ao longo de minha carreira em Recursos Humanos ou como professor / coordenador de cursos de Graduação e Pós Graduação a seguinte frase:

“Uma de minhas maiores competências é a resiliência.”

Virou quase que uma obrigação utilizar a palavra, parecendo que a não utilização do termo poderia deixar as pessoas em um patamar inferior, e isso de certa forma acabou por banalizar o conceito.


Foi um ano difícil não tem como negar, muito diferente de tudo que poderíamos imaginar, mas ainda bem que somos seres “resilientes”, ou pelo menos pensávamos que éramos.

A capacidade de ser resiliente nos foi colocada à prova de uma maneira bastante dura, será que poderemos continuar dizendo e escrevendo em nosso currículo, por exemplo, que possuímos essa competência?


 

Ouça a música Hermosa, de Marinho Boffa.

Repertório Cedro Rosa, disponível para trilhas sonoras diversas.

 

E nas redes sociais, poderemos continuar exaltando em nós mesmos essa competência?

Talvez alguém que esteja lendo esse texto até já tenha ouvido falar em resiliência, mas não tem muita certeza de qual sua definição

Dando uma passada de olhos rapidamente no Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Michaelis, é possível encontrar uma definição para a palavra em questão, e assim fica mais fácil fundamentar minha ideia sobre o assunto, observem:

re·si·li·ên·ci·a

sf

1 FÍS Elasticidade que faz com que certos corpos deformados voltem à sua forma original.

2 FIG Capacidade de rápida adaptação ou recuperação.


Sim, pegamos emprestado um conceito da Física e aplicamos na área de gestão e negócios, de pessoas, e convenhamos, estava funcionando bem até que a pandemia desse as caras por aqui e pelo mundo.


Depois de tudo que vivemos nos quase doze meses de distanciamento, e de tudo que ouvi ao longo de vários anos sobre resiliência como competência fundamental para qualquer profissional, cheguei a uma conclusão: TODOS SOMOS RESILIENTES SOMENTE ATÉ A PÁGINA DOIS... ou quando nos é conveniente.





Ter que ficar em casa foi motivo de dificuldade, ter que trabalhar de casa também, ter que ficar com a mulher, com o marido, com os filhos, usar máscara, não viajar... e eu que achava que resiliência era a capacidade de rápida adaptação ou recuperação, como diz a definição do dicionário que usei.


Ao primeiro sinal de mudança, BUMMMMMM... não quero mais brincar de ser resiliente.

“Mas eu sou resiliente, afirmo e reafirmo categoricamente a quem quiser ouvir!”

Talvez até seja verdade, mas desde que uma condição seja mantida: que não seja necessário mudar ou sair da rotina pré-estabelecida.

Mas as mudanças continuarão acontecendo, independente de qualquer coisa, e quanto mais rápido a gente entende esse processo e se adapta a ele, menos a gente sofre e mais rápido a gente recomeça, isso para mim é ser resiliente.


Fácil não é mesmo?

Não... não se engane, isso é muito difícil.

Esse conceito serve para qualquer coisa, sua vida pessoal, profissional ou mesmo durante uma pandemia.


É por essas e por outras que eu sempre digo: ser resiliente no currículo ou durante uma entrevista de emprego, por exemplo, é fácil, o difícil é ser resiliente no dia a dia, na vida.

Menos discurso em 2021 e mais ação, mais prática, é o que espero e desejo a todos nós, pessoas resilientes ou não.



 

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Criativos / CR Zine é um diário digital voltado à Arte, Cultura e Economia Criativa e conta com a colaboração de centenas de artistas, criadores, jornalistas e pensadores da realidade brasileira.

Editado pela Cedro Rosa.


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