Duas pequenas crônicas.



1) Dando um porre na solidão


Sábado à noite devolvi ao cabide a minha a farda de ermitão e de braços com a Solidão sai pela cidade. Estava desassombrado e pronto para enfrentar alguma fera que surgisse no caminho. Quem sabe encontrasse um Lobisomem ou uma onça solta pelas ruas de Resende. Andei, rodei, olhei... Nada. A cidade tem seus nichos de alegre balburdia noturna. Mas não era o que eu queria naquela noite e minha companheira, a Solidão não aprova certos ambientes. E eu, mesmo buscando o sobressalto, o doce susto do tête-à-tête com o perigo de quatro patas, o mistério, acabei indo me aboletar no sempre acolhedor, ‘Uai, Su!’. Que está longe de ser uma furna.


Ainda frustrado por ter encontrado apenas moinhos de vento para pelejar, sentei-me e, noite quente, noite pra cervejas, ofereci um copo à Solidão, que aceit