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Doutor Dráuzio Varella num bar. Sacrilégio?





Esta semana volto aos meus “esbarrões” com celebridades. E fugindo ao script tradicional, dessa vez não é ninguém do meio musical, ou artístico (embora ele seja também escritor). Falarei do breve esbarrão com o médico oncologista, professor e escritor, como disse, o doutor Drauzio Varella. E o empurrão para a definição do personagem foi a sua participação no programa especial do Instituto Conhecimento Liberta, o ICL, do Eduardo Moreira, na quinta-feira da semana passada.


Breve intervalo: Para quem não conhece, o ICL, é uma bolação do sociólogo, advogado e professor universitário, Jesse Souza que foi abraçada com força pelo engenheiro Eduardo Moreira em seu canal do You Tube. É um instituto, hoje com mais de 15 mil alunos, que oferece cerca de 160 cursos, dos mais variados, com aulas em áreas tecnológicas e humanas com professores do altíssimo nível, inclusive no plano internacional, como é o caso do pensador norte-americano Noan Chomsky. Além das aulas com peso de curso de graduação universitária a custo praticamente simbólico e bolsa integrais aos mais carentes via instituições parceiras, o ICL promove encontros com personalidades que pensam nossa realidade. Foi o caso do programa da semana passada intitulado Resgate da Saúde Mental. Na ocasião também se comentou do seu livro mais recente do Dr. Drauzio: Palavra de Médico – Ciência, Saúde e estilo de Vida.

E foi aquela conversa gostosa que fluiu fácil, boa se ouvir. O doutor Dráuzio Varella abordou o tema em questão de forma de fácil entendimento a todos nós, leigos. E o atual momento tecnológico surge como uma espécie de acelerador de tensões, ansiedade, redundando, não invariavelmente no estresse. Esse mal do nosso tempo. Ele disse que ainda não estamos prontos para prever a que ponto chegaremos com o veloz desenvolvimento tecnológico. Citou as crianças que já nasceram nesse momento e que ainda no colo já passam o dedo na tela de um celular. Como se já soubessem que assim mudam a imagem e, sem ninguém explicar. Diferente das gerações anteriores que conheceram o mundo antes dessa revolução tecnológica.


E o doutor usou seu próprio exemplo, como integrante de gerações que vivem esses dois momentos. Lembrou que nos anos 1960, assistiu a uma mesa-redonda em uma faculdade de medicina, na qual um grupo de professores da USP discutiu um tema quente na época: “O trabalho no ano 2000”. Os debatedores previam avanços tecnológicos e máquinas que fariam a maior parte do trabalho humano. A preocupação era o que fazer com o tempo ocioso dos trabalhadores do século 21, para combater a sensação de inutilidade que os levaria aos transtornos psiquiátricos e ao alcoolismo.


O doutor Dráuzio disse que logo percebeu o equívoco das previsões: “a evolução da tecnologia só nos trouxe mais trabalho”. E exemplificou com sua própria experiência: o deslumbramento quando conheceu o FAX. Parecia mágica. Depois vieram o computador, a Internet, o celular e o e-mail. As máquinas de escrever foram aposentadas e o acesso às informações ficou praticamente instantâneo. “Invenções que aumentaram a eficiência no trabalho e nos fizeram trabalhar mais. E quem imaginaria que o e-mail se tornaria o flagelo estressante da vida atual?”


Num tempo em que minhas visitas à querida e boêmia Lapa carioca, eram mais comuns, em certa noite, perambulando por um roteiro que invariavelmente acabava no samba do ‘Carioca da Gema’, entrei em alguns bares, só por ofício e hábito. Num deles, o charmoso, Sacrilégio, na Mem de Sá, ocorreu o esbarrão. Num dos cômodos, soavam um fundo musical e o tilintar de copos, e de repente, na sala principal da casa transmutada em bar, adentra, para minha surpresa, o médico. Alguém percebeu e falou alto numa espécie de saudação: Doutor Dráuzio Varella! E aplausos espontâneos ecoaram pelo bar. Eu nunca tinha visto algo parecido. Uma celebridade reconhecida e acolhida, numa área distante da sua realidade, um bar. Meio surpreso, mas com a encantadora sinceridade de sempre, expressou um agradecimento. Cara bom. Coerente.


Lembro o que ele disse na entrevista à Folha de São Paulo em maio passado: a política de saúde no governo Bolsonaro foi um crime continuado e ele não pode ter um outro mandato. Grande Dráuzio!! Você merece ter seu desejo realizado. Seja feliz!!


 

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