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Dimas Moraes e Bonifácio de Almeida, dois escritores em uma única pena




 


Bonifácio de Almeida Dominicali veio ao mundo como Dimas Moraes da Silva, sendo o sétimo filho de uma família de lavradores, nascido em 26 de novembro de 1987 em São Brás, município de Areias, no Vale Histórico Paulista. Foi na adolescência que despertou para a escrita, reconhecendo a importância literária da sua cidade, chamada de “Oblivion” na obra de Monteiro Lobato.


Estreou na literatura com o livro Mini-histórias Sobre Mulheres (2017), seguido por Mini-histórias Sobre Homens (2018), ambos de contos e o romance, Rêmora (2020). Numa segunda fase enveredou pela temática do regionalismo, produzindo o monólogo e livro homônimo, ainda não publicado João Sapé: o poeta caipira. Sob o atual pseudônimo, publicou A Mandingueira de São Brás (2021) e O Corpo-seco da Pichorra (2022). Atualmente trabalha em dois ovos projetos de livros.

   

Criativos - Como nasceu o escritor?

Dimas de Moraes - A cidade em que nasci, Areias / Vale Histórico Paulista, tem em sua história passagens de importantes personalidades de representatividade nacional para a literatura, tais como Lygia Fagundes Telles, Euclides da Cunha e Monteiro Lobato. A partir desse tema, que me foi apresentado ainda na fase escolar, tornei-me um apaixonado pelos livros. Somando a isso a tradição cultural dos contadores nativos de histórias que convivi na infância, havia terreno fértil para tal. Mas, a cartada definitiva para o chamado literário ocorreu no Ensino Médio, quando um professor de psicologia notou o teor artístico em uma redação e elaborou uma nota de rodapé durante a correção que dizia exatamente isso:

“Você escreve super bem, para a sua idade. Já pensou em ser escritor?” - A semente estava lançada.

A bem da verdade, eu já havia escrito algumas histórias, mas a ideia de me ver (ser) escritor nem sequer tinha passado pela cabeça.

 

Criativos - O que o motiva a escrever?  

Dimas de Moraes - Penso que a realidade não basta, daí é preciso ir além. Talvez seja esse o grande e real motivo de toda a arte, transpor a dureza do cotidiano e comunicar (desvelar) outros mundos/recônditos possíveis.

 

Criativos - Quem é Bonifácio de Almeida Dominicalli?

Dimas de Moraes - Bonifácio é o Dimas Moraes que nunca precisou ir embora do Vale Histórico Paulista para se formar e descobrir uma carreira como forma de se autossustentar. Um caipira típico dessa região que decidiu contar as fascinantes histórias que cresceu ouvindo, mas prefere fazer isso com uma roupagem nova, colocando-as no mesmo patamar de credibilidade das aclamadas mitologias que temos mundo afora.

 

Criativos - Você tem preferência por algum gênero específico na literatura? 

Dimas de Moraes - Prefiro o gênero épico-narrativo e nesta ordem: conto, crônica e romance.


Criativos - Você pode falar alguma coisa sobre seu método de criação?

Dimas de Moraes - Como a literatura para mim sempre foi uma espécie de passatempo/fuga, tanto na fase apenas leitor como na atual, leitor-escritor, só me envolvo com ela por prazer. Ou seja, os livros vêm prontos na minha cabeça, eu vou ao computador e escrevo até esgotar aquele fluxo de pensamento. Deixo isso maturar por um tempo aleatório – já foi de meses a anos – daí quando sinto que a hora chegou, faço uma super revisão geral, ajustando tudo e começo o processo de editoração com prestadores de serviço independentes. Se até hoje os meus livros passaram no meu próprio crivo é porque respeito esse limite autoimposto: só escrevo quando quero. Uma grande liberdade, penso eu, que resulta em qualidade.  


Criativos - Reconhece influências que teve na literatura? 

Dimas de Moraes - Eu diria que na fase Dimas Moraes eu tive uma pegada meio ‘Noite na Taverna’ do Álvarez de Azevedo. Uma coisa meio noir a la Brasil. Já na fase atual, Bonifácio de Almeida eu diria que estou em algum entremeio de Edgar Allan Poe e Guimarães Rosa, imaginando que haja tal possibilidade e dosando essa mistura com a fluidez de um Neil Gaiman.


Criativos - Está envolvido em alguma criação no momento? 

Dimas de Moraes - Tenho dois volumes da Coleção Segredos do Vale Histórico, do Bonifácio de Almeida, em fase de maturação e pretendo que um deles seja publicado ainda no segundo semestre deste ano. Só não decidi qual deles ainda, pode ser “O Cavaleiro do Morro Frio” ou “O Mistério do Marrano”. Ambas são histórias locais muito fascinantes, mesclando minhas experiências infanto-juvenis com lendas tradicionais daqui e uma pitada de elementos literários para enriquecer o tema e posicioná-lo de forma adequada na teia de significados que a literatura é capaz de gerar.


Criativos - Diga, por favor, alguma coisa que possa interessar a escritores iniciantes e leitores.

Dimas de Moraes - Ganhar dinheiro vendendo livros é interessante, pois nos sentimos valorizados. Já experimentei períodos intensos de vendas no pós-evento de lançamento e, sim, é uma delícia. Contudo, é o retorno de um leitor, ou como dizemos “o feedback do leitor” que é insubstituível. Sempre que puder, se você for um escritor, dê atenção ao seu leitor. E se você for um leitor, diga ao escritor o que achou do livro dele. Claro, tudo sempre com gentileza e cuidado. A literatura sem essa conexão, não existe, não faz sentido.

 

Para adquirir as obras de Dimas de Moraes (Bonifácio de Almeida) visite a página @dimaslivros no Instagram



 

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