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DIFÍCIL POEMA





Por que será que não me choca

A fala insana do imbecil

Que saiu tranquilo do covil,

Que a rede fez sair da toca?

Por que será que a cena vil,

O espancamento até a morte,

O assassinato vergonhoso

E que se pretende culposo

Parecem fazer um corte

Que nem é tão doloroso?


Devia ser muito mais

Não fosse o passado recente

De monstro se fingindo gente

Pra multiplicar os ais

E nos tornar indiferentes

Em nome do prazer efêmero

Aos preconceitos diversos

Ser visto pelo universo

Ignorar a dor de cor ou de gênero

Pra ser curtido e ter sucesso


Pobre sociedade infeliz

Que não fez o dever de casa

Que deixou a conversa rasa

Não foi até a raiz

E agora sofre e se arrasa

Com jovens bestas nazistas

De sangue tupiniquim

Mais pra Congo que pra Berlin

Na tal rede narcisista

Com seguidores sem fim


Não conhecem empatia

Não conhecem sofrimento

Nunca ouviram um lamento

Nunca leram poesia

Tem um único tormento

Que é o de desaparecer

Ou deixar de ser notados

Seguidos, idolatrados

Pela preguiça de ler

De quem é influenciado


Por fim, não tenho conselhos

Apenas me vem um alerta

Alguma coisa me desperta

Sei lá, me faz tremer o celho:

Ou isso logo se conserta

Ou breve vamos votar

Na base da democracia

O jeito de morrer do dia

Se o modelo do Reich, com gás, sem ar

Ou como no Congo os belgas faziam...




Rio de Janeiro, fevereiro de 2022


 

Música para agitar qualquer dia!



Por do sol musical!


 

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