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DESASSOSSEGOS



 

Na calamidade do Rio Grande do Sul, o nível de destruição ultrapassa as fronteiras do estado e atinge a todos. Tipo de situação tão calamitosa que o sentimento de perda mora além da própria tragédia em si. Sinceramente, apesar de ainda vivas na memória, as chuvas da Região Serrana do Rio, destruidoras, há poucos anos, não me lembro, aqui no Brasil, de enchentes numa metrópole como em Porto Alegre e, tampouco, da permanência das águas por tanto tempo em locais em que ela não deveria fazer morada.


Assistindo a um vídeo do centro de POA, fui acometido por sensações muito esquisitas  ̶ as ruas de prédios históricos com metros de água suja, a ausência humana  ̶  desolação completa. Parecia um filme pós-apocalíptico e repleto de silêncios assustadores.


Aliás, não sei bem se isso é disfunção orgânica da minha parte ou problemas de ordem psicológica, mas tenho sentido sombras de mau agouro nos dias atuais  ̶  sentimento da natureza com o copo transbordando  ̶  de que coisas ruins virão. Como se tivesse chegado a hora-limite para pagarmos o devido preço pelos excessos  ̶ de alguma forma, esse episódio no Rio Grande do Sul, mostra aos brasileiros que ninguém está livre de acontecimentos desse tipo, até mesmo os moradores de grandes cidades, que podem ser as próximas vítimas da falta de consciência ambiental. Tudo isso, ratificando, gera sentimentos avassaladores de ansiedade e pressentimentos assustadores, feito fantasmas circulando pelo ambiente.


Como se não bastasse, tenho vínculos fortes com os animais: é uma ligação poderosa, especialmente com os cães. Animais em alagamentos  ̶  milhares deles mortos  ̶  cortaram o coração imperativamente. Cenas a serviço do meu desassossego atual.


Em meio às expectativas pessimistas em virtude da realidade cruel, do diagnóstico de inquietação e avivamentos de ameaças naturais, o Brasil perdeu, seguidamente, três expoentes caríssimos do nosso futebol nessa terceira semana de maio/24: Washington Rodrigues, o Apolinho; Silvio Luiz, narrador icônico e Antero Greco, comentarista dos canais ESPN.

Apolinho, Silvio e Antero pertenciam a uma classe de trabalhadores do jornalismo esportivo que não existe mais  ̶  foi embora com eles.


Apolinho, com 87 anos, lutando contra um câncer no fígado, desde 2022, ainda trabalhava na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, proibia os familiares de transmitirem os boletins médicos sobre o seu estado de saúde. Pôs a sua digital na forma de comentar as partidas e nunca escondeu o amor pelo Flamengo (foi técnico e dirigente na década de 1990) e, sendo assim, sempre foi imparcial nas análises  ̶ tinha o respeito de todas as torcidas. Criou vários bordões que se tornaram populares, como “pinto no lixo” e “briga de cachorro grande”.


Silvio Luiz não foi diferente: dono de um estilo original de transmitir partidas de futebol, criou informalidades criativas (nunca usou a palavra “gol” em suas transmissões, acreditam?) que aproximavam seus telespectadores dele mesmo e dos próprios jogos em si, transformando-os em conversas de amigos. Capaz de coisas do tipo "Foi, foi, foi, foi, foi ele!" ou o "Pelo amor dos meus filhinhos" e, o mais conhecido "Olho no laaaaaaaance”, entre outros vários e inesquecíveis.

 

Já Antero Greco, ao lado do amigão Paulo Soares, nos canais ESPN, trouxe a leveza ao seríssimo Sportcenter, onde comandou madrugadas de programas antológicos, inaugurando novas formas de fazer jornalismo esportivo, com humor, junto da responsabilidade e das informações confiáveis. Antero lutava contra um câncer cerebral, desde 2022.

O Brasil passa por momentos tensos, e os grandes se despedem com o orgulho de suas missões mais do que cumpridas.


Minha solidariedade extrema ao povo gaúcho e aos familiares dessas três lendas do jornalismo esportivo brasileiro que trabalharam com paixão até quando puderam, por puro amor e respeito ao ofício.


 

Música e Economia Criativa: Gerando Emprego e Renda


A economia criativa, que abrange setores como música, audiovisual, moda e design, desempenha um papel fundamental na geração de empregos e renda em todo o mundo. No contexto brasileiro, a música se destaca como um segmento relevante dessa economia, impulsionando a indústria cultural e proporcionando oportunidades para artistas independentes.


A Música na Economia Criativa Brasileira


Esses setores, caracterizados por atividades produtivas com forte dimensão simbólica, geram riqueza cultural, econômica e social.


No Brasil, a música desempenha um papel significativo nesse cenário. Iniciativas como o mapeamento da cadeia produtiva criativa, realizado pelo Sistema Firjan, destacam a importância da música como geradora de empregos e renda. No entanto, é essencial considerar também as questões sociais e culturais associadas a essa indústria.


Cedro Rosa Digital: Certificação e Monetização de Músicas


A plataforma Cedro Rosa Digital oferece uma solução para artistas independentes. Com o objetivo de registrar, certificar e monetizar músicas, ela permite que artistas lancem suas criações para o mundo. As funcionalidades incluem:

Portal CRIATIVOS!: Cultura, Sociedade e Tecnologia



A música e a economia criativa são aliadas na geração de empregos e renda. Plataformas como a Cedro Rosa Digital e iniciativas como o portal CRIATIVOS! fortalecem a indústria cultural e proporcionam oportunidades para artistas e criadores. Acesse os links abaixo para saber mais:

 

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