De conversa em conversa




Pediu para sair, alegando cansaço. Fez dois gols no jogo do "Masters da Paula Freitas" contra o "Masters da República do Peru". No vestiário, comentários sobre a sua atuação deixaram-no feliz: ainda era bom de bola, todos concordavam. Falou sobre uma ou outra jogada, valorizou o companheiro que serviu a bola de bandeja para ele finalizar e reclamou, sorrindo, do pênalti não marcado. Depois do banho, vestiu-se, despediu-se com um "até logo, gente!" e, pegando um veículo de aplicativo, foi encontrar a turma no Alcazar para um papo fim de tarde.


Ali, amigos de longa data, poucos restantes, pois alguns já tinham partido, conversavam sobre o passado (prioritário), o presente, e um futuro mais ou menos remoto. Nada de tristeza, porém. Lembranças, causos, piadas, futebol e, por que não dizer, mulheres. Destas, comentavam a beleza da coroa que passou: a ˜coisa mais linda mais cheia de graça˜, que teria uns sessenta e tantos. Do futebol, lembravam do Fluminense: Castilho, Píndaro e Pinheiro...; do Flamengo, Garcia, Tomires e Pavão...; do Botafogo, Manga, Cacá e Nílton Santos... Fred, Gabigol e Kanu não entravam na pauta. Garotos. As afirmações eram às vezes elogiosas, às vezes provocativas e estapafúrdias. Importante era conversar.