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CUIDADO COM AS VELHINHAS CARENTES E SOLITÁRIAS


Peça de teatro cinema idealizada pelo diretor Fernando Philbert, a partir da obra de Matéi Visniec, estreia nacionalmente em fevereiro de 2021, com transmissão pela internet.


“Vamos acordar e abrir os olhos de verdade para o mundo.

E o que veremos nesse dia então? Quem sabe?”

Matéi Visniec





O trecho acima é uma espécie de síntese do cruzamento de quatro peças curtas de Matéi Visniec que, segundo o diretor Fernando Philbert, traçam uma cartografia da alma das pessoas que estão vivendo nos tempos de hoje. O diretor busca com esta peça filmada, nas palavras dele pensada para ser vista através do prisma da lente de uma câmera, para fortalecer a liberdade do teatro no qual acredita, um teatro vivo do aqui e agora. Desde a idealização do projeto Philbert considerou a possibilidade dos teatros ainda estarem fechados no período da realização e com isso filmar a peça em estúdio, uma incursão neste novo invento que é o teatro cinema ou cinema da poética da cena, como ele definiu. Esta escolha se deu pelo acaso, o acaso dos teatros fechados, das plateias sem público. Assim, o diretor agregou a equipe de criação um diretor de fotografia e iniciou a produção das filmagens no estúdio da Flocks, uma produtora de conteúdo para a internet. A peça será online e a estreia está prevista para a segunda quinzena de fevereiro de 2021.


– Quando penso em um espetáculo que fale do mundo AGORA, desta solidão e desencontro contemporâneos, Matéi Visniec é o autor que primeiro me vem na cabeça. Cuidado com as velhinhas carentes e solitárias é um pequeno tremor de terra que vai nos sacudindo, sacudindo e nos acorda, porque talvez estejamos todos adormecidos e precisamos acordar e olhar que mundo é este que realmente existe e o que realmente estamos fazendo nele e por ele –, comenta o diretor Fernando Philbert.


A equipe de criação liderada pelo diretor Fernando Philbert é composta pelos atores Ester Jablonski e Joelson Medeiros, pela cenógrafa Natalia Lana, pela figurinista Marieta Spada, pelo iluminador Vilmar Olós, pelo diretor de fotografia Nando Chagas e Marcelo Alonso Neves assinando trilha musical.


Para esta encenação Philbert selecionou quatro peças curtas de Matéi Visniec que, segundo ele, a força delas está menos no que acontece e mais no como acontece, no que é dito, nos pensamentos provocados. As peças são encenadas em sequência com um cruzamento entre elas.


A primeira peça, “Pense que você é Deus”, é sobre um franco atirador ensinando seu “trabalho” para uma mulher que chega para também se tornar franco atiradora em uma guerra civil dentro da própria cidade contra as pessoas que julgam estarem roubando o país. Na segunda peça, “Cuidado com as velinhas carentes e solitárias”, a ancora de um programa de trinta anos de sucesso, se dirige ao público para lhes ensinar, caso algum dia estejam na merda, a melhor maneira de pedir esmolas. A terceira peça, “Um café longo, um pouco de leite separado e um copo d’água”, é o encontro entre um cliente e uma garçonete em um café após este cliente ter ficado em coma muito tempo e até ela, a garçonete talvez também tenha ficado em coma, um encontro poético de observar a vida e o silêncio. Na quarta peça, “A máquina de pagar contas”, a mesma garçonete, no café vazio completamente, ainda fala e se relaciona com os tantos clientes que ali estiveram ou estão.


o © Vinícius Giffoni_

– É muito desafiador e estimulante, em todos os aspectos da produção teatral – atuação, criação da cena, imagens, ambiência, figurinos... É um teatro moderno, poético, poderoso, muito simples e complexo ao mesmo tempo, extremamente rico em símbolos e significados. Matéi tem uma obra muito vasta e muito diversa, cada uma de suas peças é única, mas em toda a sua obra a humanidade das personagens, em toda a sua complexidade, se faz presente. E trazer essa humanidade para a cena, parece simples, mas é o desafio –, comenta a atriz Ester Jablonski.


O diretor Fernando Philbert tem boa experiência com a obra de Matéi Visniec, anos atrás foi convidado pela CAL – Casa das Artes de Laranjeiras, para dirigir um estudo da obra de Matéi Visniec com formandos do Curso de Teatro e, em 2016, dirigiu “O corpo da mulher como campo de batalha”, com Ester Jablonki e Fernanda Nobre, uma peça que trata da guerra da Bósnia, de conflitos étnicos, onde etnias “irmãs” lutam, matam e estupram etnias “irmãs”; onde o estupro foi usado como arma de guerra. Foi nessa ocasião que conheceram pessoalmente o autor romeno, por ocasião de um Congresso Literário, onde Matéi Visniec foi homenageado, quando então, veio ao Rio.


– Por ocasião de sua vinda ao Brasil tivemos um contato bastante próximo, e estivemos juntos numa viagem que fiz a Paris, há uns anos atrás. Ele é uma pessoa muito curiosa e interessada no que se passa no mundo, gosta muito do Brasil –, diz Ester.


– Ficamos bons amigos, de ir lá na feira de São Cristovão para ele dançar um forró com a esposa dele que estava aqui e falarmos da vida e teatro. Mas antes deste encontro eu já me sentia amigo dele pois suas peças falam do que vejo e sinto no dia a dia –, declara Philbert.


Nascido na Romênia, Europa Oriental, em 1956, Matéi viveu a ditadura de Ceausescu, teve obras censuradas, conheceu de perto e sofreu um regime de exceção. Em 1987, ao receber um convite da França para uma atividade literária, pleiteou e conseguiu asilo político, e, desde então, é cidadão francês, exercendo a função de jornalista na Radio France Internationale. Recentemente recebeu a Ordem do Mérito Nacional Francês, um reconhecimento da importância de sua obra. Suas peças são hoje editadas, traduzidas e montadas em mais de vinte países. É um autor cuja obra possui forte compromisso político.


– É um dramaturgo contemporâneo com um extremo domínio do equilíbrio cênico, das curvas dramáticas de suas personagens e acima de tudo com um foco no mundo presente, na sociedade que esta ai diante dos nossos olhos. Suas obras apontam sempre para a força que o teatro tem no mundo e como este teatro pode delinear caminhos para os que o fazem e sobre tudo para os que o assistem. Este com certeza é um autor desta nossa era globalizada que diante da vertiginosa onda de imagens e informações por minuto, lança uma corda para que o homem a segure firme e o prenda ao sentido maior de sua vida, o sentido de ser humano neste mundo que apesar de moderno e tão avançado ainda é testemunha da fome, da barbárie e da solidão. Mas que, apesar disso, se revela como ser humano, como uma nova árvore plantada no lugar da que foi arrancada, como força geradora de nova vida diante da sociedade, diante da máquina, diante dos sistemas, afinal ele, o homem humano e plural, é que vive sobre todas as coisas –, conclui o diretor.


“Descobri quando vim morar no Ocidente, que as pessoas podem ser manipuladas mesmo em uma sociedade livre e democrática e que isso pode ser feito em nome da liberdade e da democracia. Descobri que a luta pelo poder pode tornar-se um espetáculo grotesco, que a demagogia tem sutilezas que se pode facilmente confundir com reflexão filosófica; e que, o que é ainda mais grave, a demagogia casa-se muito bem com os poderes das mídias. Descobri que a liberdade pode ter um lado selvagem, que a informação pode matar a comunicação, que nada jamais é definitivamente adquirido e que o ser humano deve lutar sempre por seus direitos, para preservar sua liberdade ameaçada pelos efeitos da liberdade. Acho que o teatro pode e deve falar disso, falar dos múltiplos paradoxos da sociedade industrial, moderna e democrática. A sociedade civilizada, evoluída, não está protegida dos numerosos poderes obscuros que a rondam, que a desumanizam (...)”

Matéi Visniec


Fernando Philbert – Diretor

Iniciou sua carreira como diretor assistente de Gilberto Gawronski, Domingos Oliveira e Aderbal Freire Filho, deste último foi assistente em mais de quinze peças, entre elas “Hamlet” com Wagner Moura, “A Ordem do Mundo” com Drica Moraes, “Incêndios” com Marieta Severo, “Macbeth” com Renata Sorrah e Daniel Dantas, entre outras. Assinou a co-direção de “O Topo da Montanha”, com Lázaro Ramos e Thaís Araújo. Em 2012-13 foi diretor artístico do programa Arte do Artista, na TV Brasil. Em 2016 dirigiu “O Escândalo Felipe Dussaert”, com Marcos Caruso, vencedor de todas as premiações de Melhor Ator no RJ. Em 2017 dirigiu “Contos Negreiros do Brasil”. Em 2018 dirigiu Louise Cardoso em “O Que é Que Ele Tem”. Em 2019 dirige: Kiko Mascarenhas em “Todas as Coisas Maravilhosas”; Pedro Paulo Rangel em “O Ator e o Lobo”; Cássio Reis e Carla Diaz em “Em casa a gente conversa”; Thelmo Fernandes em “Diário do Farol – Uma Peça sobre a Maldade”; “Parabéns Senhor Presidente”, com Danielle Winits e Christine Fernandes.


Ester Jablonski – Atriz


Com quase 40 anos de carreira, é atriz em teatro e TV, locutora, produtora cultural e apresentou por 26 anos o Programa Pequenas Empresas Grandes Negócios da TV Globo. Inaugurou o CCBB RJ com “Machado Em Cena - Um Sarau Carioca”, ao lado de Lília Cabral, Cássia Kiss, Pedro Paulo Rangel. Por ocasião do evento multimídia “Mozart – O Mais Moço dos Anjos”, onde apresentou espetáculo inédito baseado na ópera “As Bodas de Fígaro”, iniciou parceria com Ítalo Rossi, com quem trabalhou até sua morte, produzindo e atuando em diversos projetos dirigidos por ele. Trabalhou ainda com diretores como Luiz de Lima, Sergio Britto, Moacir Góes, José Wilker, Gilberto Gawronski e Fernando Philbert, com quem tem trabalhado nos últimos anos. Participou de novelas como Esperança, Por Amor, Mulheres Apaixonadas, A Força do Querer e da minissérie Mad Maria.


Joelson Medeiros – Ator


Em 1989 iniciou sua carreira com a peça “Werther”, de Goethe, monólogo que deu ao ator o Prêmio Governador do Estado, como Melhor Ator em 1991. De 1996 a 2002 fez parte da Cia Teatro da Vertigem que com seus espetáculos percorreram além de várias capitais brasileiras, festivais na Dinamarca, Moscou, Lisboa, Venezuela, Alemanha e Polônia. Em 2006 faz sua primeira novela “Páginas da Vida”, da Rede Globo. A partir disso foram mais 7 novelas, 3 minisséries, além da carreira no cinema. Em 2015 é indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator pela peça “Madame Bovary”. Seu mais recente trabalho é o espetáculo “O Lado B” que teve sua estreia em janeiro de 2019, espetáculo onde além de atuar, foi responsável também pela direção de produção.


Cuidado com as velhinhas... foto © Vinícius Giffoni

Ficha técnica


Texto: Matei Visniec

Direção: Fernando Philbert

Atriz: Ester Jablonski

Ator: Joelson Medeiros

Cenografia: Natália Lana

Figurino: Marieta Spada

Iluminação: Vilmar Olós

Trilha Musical: Marcelo Alonso Neves

Diretor de Fotografia e Edição de Vídeo: Nando Chagas

Designer: Barbara Lana

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Mídias Sociais: Denise Dambros

Fotos de Divulgação:

Produção Executiva: Sergio Canízio

Produção: Jablonsky Produções


Serviço


Classificação indicativa: 12 anos


Atendimento à Imprensa


Ney Motta contemporânea comunicação assessoria de imprensa | divulgação jornalística cel./whatsapp: 21 98718-1965


 

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