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Criatividade na Revitalização do Centro do Rio de Janeiro


Há em curso um programa de revitalização do centro do Rio. É algo de total bom senso. Além de uns poucos lançamentos novos imobiliários, já se comenta que alguns prédios poderão ser retrofitados, como o antigo edifício da Maison De France e a Mesbla, que poderiam vira a se tornar prédios residenciais. Enquanto se fala nestes projetos se assiste um quadro bem pouco estimulante. Em cada rua, embaixo de qualquer marquise, dia e noite, a maior concentração de moradores de rua jamais vista ocupa as calçadas da cidade. Numa cidade que já antes da pandemia possuía os mais altos índices de trabalhadores informais, agora de muito acrescidos, o panorama que se vê não ajuda a apresentar o centro do Rio como alternativa de moradia viável. O sucesso da redefinição da vocação do Centro passa mais por iniciativas de cunho social do que de cunho urbanístico. Esta questão precisa se tornar evidente e orientar a política pública. Pessoas devem ser o foco, antes de imóveis e infraestruturas. A primeira coisa a fazer me parece ser a criação de inúmeros alojamentos de passagem gratuitos com pernoite e um café da manhã reforçado para esta população. Edifícios não faltam. Vazios , sem pagamento de IPTUs estes edifícios poderiam ser ocupados, a título provisório , dando uma abrigo um pouco melhor, pelo menos a esta população. E daí serviços oficiais ou comunitários poderiam melhor trabalhar alternativas de inserção nos mercados de trabalho para esta população, ou mesmo de realocação habitacional. Com a s calçadas desocupadas o comércio poderia começar a se redefinir. Decididamente o apoia a uma população residente que vai passar por supermercados pequenos, mercearias e toda a cadeia de lojas de apoio vão exigir novos comerciantes , novas vocações. Contrariamente ao passado, o centro não será mais a sede de grandes empresas . Possivelmente prestadores de serviço variados em escritórios de pequeno e médio porte para lá se dirigirão.. Um certo zoneamento natural ou incentivado pode ocorrer. Advogados perto do foro. Consultores e prestadores de serviço à Petrobras e BNDES nos entornos da Av Chile, Seguradoras e corretores de seguro na sua tradicional localização na Senador Dantas e assim livreiros, contadores , centros médicos e outros em seus clusters profissionais, entremeados pelos imóveis anteriormente comerciais ora convertidos em residenciais. Se formos esperar pela tendência natural isto levará muitas décadas. Se queremos ver isso precisamos coragem, ação do poder público e apoio generoso do setor privado. Mas por onde começar? O poder público só tem um caminho: tem que começar pela ação social, o desenvolvimento de comunidades e habitação mais popular. E talvez edifícios de classe média já com algum tipo de incentivo à iniciativa privada. E pensar no equipamento urbano adequado: escolas, centros de serviço, postos de saúde e delegacias policiais de bairro. A cidade é abrigo antes de tudo e abrigo é teto e segurança. Zonas periféricas ao Centro como Beira Mar, Presidente Wilson, Augusto Severo Passeio Público deveriam ser objeto de projetos voltados a segmentos de mercado de maior valor. A vista linda, o equipamento cultural mais diverso está disponível e perto. Falta segurança, manutenção , foco. O Centro é muito vasto e o esforço de reabilitação deve ser precedido de um zoneamento, como sugerido, e ações bem pontuais para que a realidade mude , rápido, e a olhos vistos por qualquer um. Dividir e a cidade em conjuntos de quarteirões. Definir cada conjunto como uma unidade de vizinhança e nela fazer o que o poder público está na sua capacidade de prover : limpeza, segurança, equipamento social, incentivo ao comércio. Estabilizada a primeira unidade então se faria a segunda. E assim ganhando o território, sob constante atenção e impedindo qualquer retrocesso. A partir de certo ponto o processo ganha autonomia e dispensa a ação de incentivo mas o Estado nao pode fraquejar no que lhe compete. . Assim se faz pelo mundo,embora a gentrificação expelindo moradores mais pobres tenha ocorrido. Um bom exemplo é a Alemanha que está assentando imigrantes em meio a zonas de classe média, seus filhos frequentando a escola pública com os alemães natos e procedendo a uma integração rapida de mais de um milhão de estrangeiros, de outra religião e tradição cultural . E olha que era um país que há 70 anos apregoava o absurdo da raça ariana pura. O dinheiro ajuda, mas a criatividade é que está falando mais alto. E a humanidade. Nós temos a nossa bela mestiçagem de alto abaixo, essa gente bronzeada, de nossa língua e familiaridade ao nosso alcance. Precisamos estender as nossas mãos e integrá-la já. Precisamos de vontade política imediata e começar olhando as pessoas e não os edifícios.



 

Uma grande brasileira; Eliane Lage, a primeira atriz/estrela da Vera Cruz,

a Hollywood brasileira.



 

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