top of page

A Indústria Criativa no mundo pós Pandemia.


Paulo Arruda, para CRIATIVOS!



Paulo Arruda

Não existe uma formula certa para sabermos o que vem pela frente, ninguém, há um ano, por mais criativo que fosse, imaginaria que estaríamos agora vivendo uma pandemia de escala mundial. Essa pandemia afetou todo mundo, inclusive o universo de consumo de entretenimento. O mercado é um ser vivo em constante movimentação e expansão, e hoje, nossa economia não está só atrelada à inovação e prevenção, mas também a capacidade de criação aliada à predição.


Tudo que é macro é uma versão de algo micro


Não se trata apenas de predizer o que pode acontecer, mas sim de entender o que o que mudou depois dessa trágica pandemia. E olha, pode parecer que não, mas o mundo está mudando, imperceptível para alguns e desafiador para os novos visionários.


Se olharmos por essa janela, literalmente, veremos de onde podemos tirar a expressão “Economia Criativa”, o termo lançado em 1994 é relativamente novo, mas o processo, esse é tão antigo quanto o mundo. Hoje, você olha para o futuro com o saudosismo do que poderia ter feito no passado, com as escolhas do presente, boas ou ruins, se preparando para que possa vir acontecer tentando se prevenir, contudo, antigas soluções carecem de um upgrade de criatividade. A palavra prevenção vem caindo em desuso, sendo substituída por predição, não é sobre prever, mas sim sobre criar perspectivas de algo que irá se tornar um sucesso, ou algo inevitável, por mais imprevisível que possa parecer. O universo da criação está em ebulição pronto para explodir, e quando isso ocorre, mudanças significativas ocorrem no mundo.


Steve Jobs fazia isso muito bem, e sempre usou a predição como sua principal ferramenta para o sucesso, ele não possuía o olho de tandera, mas tinha a visão além do alcance. E olha que louco, ele, agindo assim, mudou o mundo, até porque um cara precisa ser bastante louco para acreditar que pode mudar o mundo.


Porém, como uma visão econômica criativa, pode fazer a diferença?

Alguns anos a Blockbuster LLC, também conhecida como Blockbuster Video ou simplesmente Blockbuster, era a maior rede de Locadora de vídeos de filmes e videogames no mundo com um valor de mercado de 9 bilhões de dólares, que fez a alegria de muitos consumidores que aguardavam ansiosamente pelos lançamentos até que o mundo do entretenimento resolveu mudar em 2000 quando um visionário bateu a porta buscando uma sociedade, uma desconhecida startup chamada Netflix que tinha como proposta gerenciar uma locadora online da então líder de mercado. Muitos dizem, que alguns executivos acharam graça da proposta e trataram com muito desdém, lenda ou não, a verdade é que por conta da falta de uma visão criativa e empreendedora a Blockbuster disse não a segunda maior oportunidade da empresa, a primeira tinha sido sua criação, ali, ela assinou literalmente sua sentença de morte. O que faltou a Blockbuster sobrava na Netflix, detinha a predição de entender que o mundo estava à beira de uma mudança de mudança de consumo de entretenimento.

Acredito que o sucesso estrondoso da Netflix foi uma surpresa para todos, ou quase todos, aqueles que criaram o projeto sabiam do seu sucesso, com a previsão de crescimento da internet em escala global.


Pandemia, um novo divisor de águas.


A Netflix inaugurou uma nova era de consumo, uma era que deve permanecer por muito tempo como principal produto de consumo pessoal, mas dessa vez, ela não está sozinha, novas gigantes do entretenimento já sabem que essa batalha pelo consumidor será a maior disputa de todos os tempos.

Outros gigantes do entretenimento chegam vorazes para abocanhar fatias desse mercado que funciona a base criação e inovação. A gigante Disney com seus filmes de super-heróis investiu pesado esse ano no lançamento de sua plataforma de streaming, aqui no Brasil fechou uma parceria com a Globoplay que promete lutar casa a casa com a Netflix. Bem, é aí exatamente que entra a nova perspectiva de consumo, esse crescimento de novas plataformas vem sistematicamente acabando com a Tv fechada, hoje os assinantes de streaming ultrapassaram os assinantes de Tv fechada, que assim como a Blockbuster segue seu caminho para o fim.


Enquanto na TV por assinatura, você precisa estar sentado no sofá da sua casa para consumir, em um serviço de streaming, basta ter um smartphone e acesso a internet independentemente da onde esteja, poderá assistir o que quiser, sem ter hora determinada para isso.


O mercado de consumo de entretenimento nunca vai perder a audiência da Tv aberta, pelo menos, não aqui no Brasil, mas os atuais consumidores de Tv fechada não querem mais alguém ditando o que eles devem ou não assistir. Hoje, esses consumidores decidem como vão passar seu tempo, decidem que série, documentário ou filme assistir. Essa é nova era do entretenimento, você acessa de seu celular, tablete, notebook ou uma smartTv, exatamente o produto que você quer ver.


A pandemia acelerou esse processo ao ajudar a manter a serenidade das pessoas presas em sua casa em meio a esse processo de isolamento, aumentando substancialmente o consumo do streaming, a pandemia consolidou essa relação.


Como a economia criativa se encaixa nessa nova era que se aproxima?


Uma das principais mudanças é como as grandes marcas chegam até o consumidor, antes um mercado aquecido por propagandas intermináveis e agora com a chegada do streaming a necessidade de se adaptar a nova era. Portanto, não é somente o mercado do entretenimento que vem apostando no streaming. Cada vez mais as marcas criam processos para se inserir nessa nova era de entretenimento. E o motivo é simples: é ali que estão seus principais consumidores, com seus celulares e tablets. Pesquisas recentes afirmam que internautas preferem assistir a um vídeo ao vivo de uma marca a ler um blog, isso apenas confirma essa nova tendência.


Cada consumidor junto com seus dispositivos cria seu pequeno parque de diversões ao alcance de um toque.

Acredito que a nova tendência seja que as marcas criem parcerias com produtoras e grandes players para criação de programas que possam fazer parte de catálogos de plataformas de streaming.


Por exemplo: Um fabricante de carros líder de mercado pode ter um reality sobre quem seria o melhor vendedor de automóveis novos do Brasil, ao mesmo tempo em que acompanhamos a acirrada competição, conhecemos as novidades e lançamentos da marca. Propaganda e entretenimento andando juntos lado a lado, mas de uma forma muito explicita.


Ou, uma gigante de cosmético mostrando transformações que mudam a vida das pessoas, tipo o antes e o depois junto com uma batalha para descobrir o melhor salão de Beleza, “Ah, isso já tem”!


Por acaso, alguém já viu programas da L’Oréal em alguma plataforma?


O exemplo do poder do streaming em uma marca pôde ser visto no recente sucesso da Netflix “O gambito da Rainha”, por sinal, se ainda não assistiu, assista. Com uma audiência de 62 milhões de pessoas, e a busca no Google por “Como jogar xadrez” tendo atingido picos inimagináveis, a transformação do livro que inspirou a série em Best-sellers quase quarenta anos depois de seu lançamento, aumento de vendas de tabuleiro de xadrez e aumento de jogadores online em 500% mostra a capacidade de retorno para uma marca com o mercado de streaming.


Predição e Criação


O futuro do streaming passa pela capacidade das plataformas em manter a fidelidade de seus clientes, e isso tem muito a ver com a qualidade de seus catálogos. Muito se vê hoje nas principais plataformas a citação “Produção Original”.


Esse é a parte onde entra a indústria criativa, não só pela qualidade de narrativas, mas sim por entender o que vai ser sucesso no futuro. A pandemia causou um efeito colateral nas plataformas, um consumo da qual não estavam preparados e a reposição desse catálogo vai fazer toda diferença no futuro, arrisco a dizer que até então intocável liderança da gigante Netflix pode mudar de mão.


No Brasil sempre foi muito difícil viver da arte e da cultura, mas algumas politicas como de leis de incentivo contribuíram e muito para o crescimento desse mercado.

O Brasil vem se transformando em um celeiro de novas produções, mas não são só leis de incentivo a porta para o eldorado de criadores. As pessoas tem hoje em dia uma ferramenta que pode ajuda-los bastante na divulgação de seus projetos: a internet.


Eu, por exemplo, uso o linkedin para divulgar meus projetos de longas e séries, e acreditem o retorno tem sido incrível. Então, você que guarda um projeto em sua gaveta chegou o seu momento, assim que esse pandemia passar, ela vai passar, as grandes plataformas vão buscar novos conteúdos para repor seus catálogos, em uma luta de titãs pelos melhores projetos. Busque uma vitrine para os grandes executivos possam vê-los, em breve, seus projetos vão virar sucesso, tanto de audiência como financeiro, uma nova era da economia criativa.


 

Paulo Arruda

Autor e Roteirista com diversos projetos desenvolvidos de séries e longas metragem

Um carioca de 52 anos morador do Flamengo que largou a faculdade de direito pra estudar Artes Visuais. “Acredito, que minha fonte de criação esteja no sangue, além da vista da baia da Guanabara um fonte incrível de energia onde faço minhas caminhadas matinais”. Filho de uma das primeiras mulheres no universo da informática, mulheres que se profissionalizaram como Analista de Sistemas, fazendo parte da primeira turma de programadores da extinta COBRA computadores Brasileiros no final dos anos 70. Bisneto de João Melquiades o dos percussores da leitura de Cordel autor do clássico “Pavão Misterioso”.


Projetos em andamento.


 

Playlists de músicas brasileiras no Youtube e Spotify

Obras disponíveis para trilhas sonoras em filmes, séries, publicidade, games, etc.




Single "Jardim do Menescal", de Tuninho Galante, ao vivo,

com participação de Roberto Menescal / Spotify


Para dançar / Youtube

SoftSamba / Spotify




 

Setores de música e audiovisual geram milhões de empregos e bilhões de dólares no mundo e são segmento estratégico de desenvolvimento


"O setor de conteúdo, é o petróleo da era digital", afirma Tuninho Galante, CEO da Cedro Rosa.


"O que move o conteúdo são a música e o audiovisual. Gigantes que migraram da área de tecnologia para o segmento de conteúdos, como Amazon, Apple e Google estão aí para comprovar", conclui Galante, acrescentando que a Globo acaba de anunciar o investimento de 250 milhões de dólares na GloboPlay.



Música para sincronização em conteúdos. Plataforma digital em 10 idiomas administra músicas para trilhas sonoras.


A Cedro Rosa que criou uma plataforma digital em 10 idiomas que administra direitos musicais de mais de 3000 mil obras e 200 autores.


"Hoje em dia muita gente se autoproduz, mas as obras musicais e as gravações precisam ter os certificados internacionais, chamados ISWC e ISRC, caso contrário não recebem royalties", afirma Tuninho Galante.


E pior, "as produtoras de video, cinema, publicidade e games não licenciam obras sem certificados", conclui Galante.


É muito fácil usar a plataforma. Totalmente gratis, basta apenas e-mail e nome para abrir um perfil. Músicos, cantores, bandas, jornalistas, empresas de midia, produtores de cinema, publicidade, Teatro, TV, etc podem







A indústria da midia e entretenimento como TVs, radios, produtoras de cinema, games, publicidade, streaming e conteudo em geral podem licenciar essas obras devidamente certificadas diretamente no site da Cedro Rosa.



 

Música para sincronização em conteúdos: Cedro Rosa.


 

Criativos! é uma revista digital de Arte, Cultura e Economia Criativa e conta com a colaboração de centenas de artistas, criadores, jornalistas e pensadores da realidade brasileira.

Editado pela Cedro Rosa.



0 comentário

コメント


+ Confira também

destaques

Essa Semana

bottom of page