top of page

COMO SEMPRE


Carlos Fernando Gross


A política externa brasileira tenta, mais uma vez ocupar uma posição de isenção ou neutralidade no episódio da invasão do Hamas ao território de Israel: Procura se colocar como um futuro árbitro da solução do imbróglio palestino. Procura um protagonismo inviável. A posição brasileira é ridícula e presunçosa.


Na segunda Guerra Mundial os militares brasileiros queriam ficar neutros entre ingleses e alemães; os ingleses tinham interferido inúmeras vezes contra os interesses brasileiros durante todo o século XIX e boa parte do início do século XX. Os chefes militares de então os generais Dutra e Goes Monteiro queriam que nosso país ficasse neutro no conflito ou desse cobertura ao esforço da guerra alemão.


A intervenção oportuna do embaixador Oswaldo Aranha e do empresário Guilherme Guinle - e muito dinheiro - colocaram o Brasil no caminho do bom senso.


Depois da II Guerra, o Brasil trocou suas desconfianças da Inglaterra para os Estados Unidos. A Escola Superior de Guerra recém fundada em 1948 logo depois do fim da guerra sob a batuta de Golbery do Couto e Silva e do General Canrobert Pereira Costa estabeleceu a estratégia brasileira de proteção contra os avanços dos Estado Unidos sobre o território brasileiro e nossos interesses econômicos e uniu a esquerda pró soviética e os militares nacionalistas.


A hostilidade da política externa brasileira aos Estados Unidos é demonstrada pelo apoio a Maduro na Venezuela; a posição dúbia com relação a intenção da Rússia de restabelecer a “Grande Rússia” com a absorção dos países bálticos e do domínio do Mar Negro; pelo fortalecimento do comércio com a China, e com a negação do dólar como moeda transacional.


Os Estados Unidos têm boa parcela de culpa na sua impopularidade. Em 1899 provocou uma guerra com a Espanha e se apoderou de Cuba, Porto Rico e das Filipinas no Pacífico.

Porto Rico continua americana; Cuba só se tornou independente com a chegada de Fidel Castro a Havana e as Filipinas tornaram-se a base americana no Pacífico para monitorar, primeiro o Japão e nas últimas décadas os movimentos da China.


Em 1954, Golbery publicou “Geopolítica do Brasil” onde estabelece a estratégia do Brasil para os anos seguintes. Esta estratégia foi seguida a risca pelas autoridades militares, por muito tempo e com êxito.


A segurança do Brasil nacional foi sempre o objetivo nacional permanente. Educação, saúde e distribuição de renda seriam secundárias nos planos governamentais. A primeira universidade brasileira foi fundada em 1922 e na Colômbia já havia uma universidade em 1600.


A consolidação da segurança e hegemonia do sul do país quanto a nossos vizinhos, passava pelo enfraquecimento de posição privilegiada de Buenos Aires de onde partem pelos rios navegáveis linhas norte-sul de distribuição de cargas e logística; acessando a Bolívia pelo Rio Paraguai acessível até Porto Suarez, ao Paraguai de Assunção até o Atlântico e no Rio Paraná em toda extensão daquele país até as Cataratas Sete Quedas.


Estabeleceu Golbery a necessidade de promover as linhas Leste-Oeste e assim foi feito; acessou-se Corumbá e a Bolívia pelo Porto de Santos, e Assunção ao Porto de Paranaguá com estradas estratégicas.


Para estes países seria muito mais rentável escoar a sua produção pelos portos brasileiros do que pela navegação fluvial para Buenos Aires.


A construção da represa de Itaipu no Rio Paraná deu ao Brasil o comando da vazão do Rio Paraná, sob o protesto veemente do Presidente argentino de então general Lanusse, consolidava-se o controle do Cone Sul pela estratégia Leste-Oeste contra o natural controle Norte-Sul.


A produção boliviana com saída pelo Rio Madeira e Porto Velho tornou-se só suplementar.

Posteriormente, a construção da estrada Transamazônica Leste-Oeste, desnecessária, porque o Rio Amazonas é navegável em toda a sua extensão, visava a proteção do Brasil nas suas fronteiras do norte. Qual seriam as ameaças a esta região; da Venezuela ou da Colômbia? Visava sim, nos proteger da interferência americana justificada pela necessidade da preservação da floresta Amazônica.


Assim foi consolidada a geopolítica do país. Trabalho iniciado em 1493 pelo Tratado de Tordesilhas entre a Espanha e Portugal quando nosso país não tinha sido ainda descoberto. Será mesmo?


 

A Cultura e a Economia Criativa desempenham papéis fundamentais na geração de empregos, renda e progresso econômico.




Brasileiro da Gema, de Tuninho Galante e Marceu Vieira, com video de Gabriel Klabin


Ao valorizar a diversidade cultural e promover a inovação, esses setores abrem portas para oportunidades de trabalho, especialmente nas áreas artísticas, de entretenimento e tecnológicas. No contexto do Rio de Janeiro, um polo cultural por excelência, há um potencial imenso para impulsionar esses setores. Ao investir na preservação e promoção de sua rica herança cultural, a cidade pode atrair mais turistas, criar empregos locais e fortalecer sua identidade única, gerando um ciclo positivo de crescimento econômico.


No cenário da música independente, empresas como a Cedro Rosa Digital desempenham um papel vital. Através da certificação de obras e gravações, distribuição de músicas e licenciamento, a Cedro Rosa Digital capacita artistas e empresas a lidar com repertórios certificados, garantindo o pagamento justo de direitos autorais.




Essa plataforma não apenas impulsiona a visibilidade de músicos independentes, mas também cria um ambiente favorável para que recebam o reconhecimento merecido, tanto no Brasil quanto internacionalmente. Ao oferecer suporte profissional e canais de distribuição eficazes, a Cedro Rosa Digital contribui significativamente para o desenvolvimento e crescimento sustentável da música independente, enriquecendo a cena musical e fomentando a economia criativa no Rio de Janeiro e além.

Comments


+ Confira também

destaques

Essa Semana

bottom of page