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"COM OS PÉS NO CHÃO E A CABEÇA NAS NUVENS", exposição de Deneir


fonte: Divulgação

Seja com a cabeça nas nuvens ou com os pés no chão, Deneir cumpre a função de artífice de seu tempo. Segundo Richard Sennet, em O Artífice, a civilização ocidental teria enorme dificuldade em estabelecer ligação entre as mãos e a cabeça e a utilização de ferramentas e recursos imperfeitos, como sucatas, por exemplo, levaria a imaginação a desenvolver grande capacidade de improvisação. As obras de Deneir, em sua maioria, são feitas de materiais reciclados, sucatas e resíduos reaproveitados, todos ressignificados em arte.


Para enfrentar a destruição dos recursos naturais que vem ocorrendo, é preciso uma mudança não só de atitudes, mas das nossas formas de uso dos materiais, buscando harmonia e reconciliação entre os recursos do planeta e o homem. Com uma enorme consciência material, Deneir interessa-se pelas coisas que pode modificar: latinhas de alumínio transformam-se em balões, um ventilador antigo vira uma máquina de fazer arte e peões misturam-se com resíduos de madeira e viram uma rica construção imagética.




Sempre com muitas cores e detalhes, suas obras transcendem o materialismo e implicam numa mudança de lógica entre significado e significante, reconfigurando a condição material do objeto, não só ao tirar dele suas características utilitárias, mas também ao denotar-lhes novos conceitos, atribuindo-lhes relevância artística e cultural. Seus balões nos remetem ao ar, fluidez, liberdade, transformação e movimento, ao mesmo tempo que os peões apresentados vão trazer a ideia de um movimento mais restrito, limitado, mas para ficarem de pé, precisam estar sempre girando, também se movendo. A máquina de fazer arte também traz a ritualística manual da repetição vista nos balões e peões, desta vez para o público assumir o protagonismo do fazer, assumindo o papel de artífice-artista.

“Coincidentemente”, o ventilador, com seus pincéis de vento, teria o poder de transmutar o movimento dos balões e peões, seu vento provocaria mudanças de direções. Objetos aparentemente comuns que, embora distintos, criam um diálogo conceitual que convida a uma reflexão sobre a efemeridade da vida, a alegria da infância e a interação entre o homem e a natureza.


Serviço

Exposição: "COM OS PÉS NO CHÃO E A CABEÇA NAS NUVENS", exposição de Deneir

Local: Centro Cultural dos Correios

R. Visc. de Itaboraí, 20 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20010-060

Curadora: Silvia Schiavone

Produção: Francisco Menescal


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É preciso ter muito os “pés no chão” para ressignificar elementos cotidianos através de rituais de manualidade artística, aqueles que Richard Sennet aborda, que fazem as mãos se ligarem à mente. E é nesta cabeça “nas nuvens” que latinhas de refrigerante vazias, pés quebrados de sofá e um ventilador usado viram balões de riquíssimos padrões, peões cheios de cores e máquinas de fazer arte... Artista, educador, animador cultural, artífice do brincar, Deneir é, sem sobra de dúvidas, um dos maiores artistas de seu tempo. (texto de Silvia Schiavone)


 

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