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ARTS & CRAFTS NA ERA TECONOLÓGICA



 

Em meados do século XIX floresceu na Europa, especialmente na Inglaterra, um movimento que visava atingir vários objetivos: a sobrevivência de técnicas tradicionais de fabricação de utensílios e ferramentas, a aproximação do trabalho do artesão ao trabalho do artista, a criação significativa de empregos fora das precárias condições então oferecidas pela indústria e uma orientação estética para essa produção ligado a formas adequadas às funções e, sempre que possível, aproximadas às da natureza.

 

Este movimento teve bastante expressão e, ainda hoje, não só seus produtos de época são valorizados, como a sua abordagem para produção de bens duráveis ainda encontram diversos fabricantes e pequenas oficinas. A era altamente digitalizada que estamos entrando e as profundas alterações demográficas estão criando grandes descompassos entre oferta de empregos e trabalho e disponibilidade de mão de obra com as qualificações necessárias. Existe, ademais, uma enorme preocupação com a possibilidade do modelo de economia que o mundo está criando não ser capaz de absorver grandes contingentes populacionais – o que faz com que vários economistas já proponham formas de programas de renda mínima universais.

 

O meu amigo, José Alberto Aranha, um campeão de iniciativas na área de Inovação, desenvolveu um projeto de criação de uma plataforma digital que coloca em contato moradores do Rio de Janeiro com fornecedores residentes na favela da Rocinha. Como se sabe, as favelas são centros de produção domiciliar de alimentos, “quentinhas”, doces, bolos, vestuário e uma multiplicidade de serviços domésticos, muitos dos quais fornecidos para vários restaurantes e pequenos comércios que intermediam esta produção. O objetivo da plataforma é, com a eliminação do intermediário, facilitar a captura de renda pelo lado mais frágil desta relação econômica.

 

Tendo em mente este recurso comercial inovador, poderia se pensar na quantidade de postos de trabalho passíveis de serem criados pela combinação do espírito do Arts & Crafts com a tecnologia do Aranha. Talvez caiba neste processo a intermediação de designers, artistas e projetistas que adequem esta produção artesanal e, de certa forma, mais nobre do que a que vem de linhas automatizadas de prensas moldadoras de resinas plásticas, que ora dominam o mercado. Já é uma característica a se notar o peso da produção de refeições e alimentos elaborados que passaram a ser adquiridos através dos serviços de entrega à domicílio. A rede MacDonald recentemente divulgou que cerca de 2/3 dos pedidos em suas lojas são comandados por terminais eletrônicos ou pedidos online. Em breve não se necessitará ir a estas lojas para obter os produtos. Eles irão aos clientes com vantagens para a logística geral e economia de tempo e deslocamentos tão necessária neste período que vivemos. Por outro lado, as cidades deverão oferecer mais parques e espaços públicos com mesas e outras facilidades onde as pessoas possam usufruir desses alimentos, como, aliás, ocorre nos ´biergartens´ da Alemanha, nos quais cada um leva sua comida e, apenas se quiser, adquire lá sua cerveja.

 

As alterações nos modos de vida e de produção que vamos experimentar são muito grandes, mas devem criar espaços para, ao lado da utilização dos confortos modernos, valorizar as técnicas tradicionais que constituem a base da nossa cultura. Os bens e serviços disponibilizados ou mesmo o processamento artesanal de alimentos devem ter formas e funções compatíveis com as necessidades da nossa moderna sociedade, mas sem perder a qualidade da beleza e da individualidade que tanto tornaram apreciados os produtos onde o trabalho humano demonstrava o carinho e a competência do trabalhador que o produziu. Tudo isso levando em conta a reciclagem dos produtos e suas embalagens.


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Cedro Rosa Digital: Transformando a Música Independente Globalmente



A criação de um hub de audiovisual, cultura e economia criativa pode impulsionar significativamente o desenvolvimento social e econômico de uma região. Ao fornecer um ambiente propício para a produção e disseminação de conteúdo criativo, esse tipo de hub pode atrair investimentos, gerar empregos locais e promover a diversidade cultural.



Exemplos ao redor do mundo incluem o Silicon Valley nos Estados Unidos, conhecido por sua concentração de empresas de tecnologia e inovação, e o Distrito das Artes de Londres, que abriga uma variedade de galerias, estúdios e empresas criativas.




A Cedro Rosa Digital está impulsionando o segmento da música independente ao oferecer certificação de obras e gravações, facilitando a entrada de artistas no mercado mundial. Ao fornecer uma plataforma confiável para artistas independentes, a Cedro Rosa Digital ajuda a promover a diversidade cultural e a democratizar o acesso à indústria da música.



Essas iniciativas não apenas beneficiam os artistas individualmente, mas também contribuem para o crescimento econômico e a vitalidade cultural de suas comunidades, tornando-se motores importantes para o desenvolvimento social e econômico de uma região.

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