Antônio Fraga: um quase esquecido gigante das nossas letras. (2ª parte)


Antônio Fraga

Eu passava uns dias em Maceió, e ao sol da Jatiuca corro os olhos para a infalível página do Zuenir Ventura no Segundo Caderno do JB. Deparo entre surpreso e eufórico, com a entrevista do Antonio Fraga. Era 1985 e a matéria do próprio JB, ‘A solidão de um grande escritor’, de Maurício Stycer motivara o então Presidente José Sarney a oferecer um emprego a Fraga. Ele vai trabalhar na Legião Brasileira de Assistência, no Rio. Aos 69 anos, é a sua primeira carteira assinada.


Dias depois estou junto ao balcão de atendimento no meu local de trabalho quando reparo num senhor me encarando em silêncio. Bem vestido, de terno azul marinho, camisa branca, gravata escura, cabelos pretos (pintados) cortados e penteados, óculos escuros à moda Lennon. Apertei meus olhos míopes e identifiquei com algum esforço. Não mais os cabelos longos e