Antônio Fraga: um quase esquecido gigante das nossas letras. (1ª parte)



Antônio Fraga

Quando ouço O Homem Velho, do Caetano, me lembro de Antônio Fraga. Ouvi esses dias e lembrei-me de quando o conheci. Foi num sábado pela manhã, final da década de 1970 no reservado de um bar na ‘rua dos cartórios’ em Nova Iguaçu. Quando cheguei lá já estavam os jornalistas Enock Cavalcante, Luis Ferrão, o Alberto Cantalice filho do Adalberto editor da revista Equipe e, o entrevistado, o escritor marginal, Antonio Fraga.


Fui apresentado ao homem magro de cabelos longos e grisalhos mais para brancos, calça jeans, camiseta e uma bolsa tiracolo. Na cabeça uma boina de crochê. E sem dentes. Apertou-me a mão e deu um sorriso simpático. A partir daquela entrevista que se transformou num bate papo, Fraga adotou nossa turma que o adotou também de imediato. Foi afinidade à primeira vista.