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Ano de 1810 *


Lais Amaral Jr.

O príncipe regente, Dom João VI era tido por quem documenta a História, como um gestor inseguro quanto à tomada de decisões. É proverbial o seu titubear quando era preciso decidir, entre uma e outra alternativa. Mas os fatos que ficaram mostram que o soberano também podia ser decisivo, e o foi, ao rascunhar uma identidade de país para principal colônia de Portugal.


Assim que por aqui pisou as sapatilhas reais, dom João foi logo implantando instituições que mexeram definitivamente com o destino da terra de Santa Cruz. Entre elas, a Academia Real Militar, criada em 1810 no Rio de Janeiro. O objetivo era formar oficiais de artilharia e engenharia, geógrafos, topógrafos, além de ministrar estudos práticos da ciência militar. O gajo teria se inspirado na Escola Politécnica de Paris e na Universidade de Coimbra. Essa iniciativa ainda iria desaguar e influenciar fortemente no desenvolvimento de um povoado localizado a menos de 150 quilômetros ao sul da capital. O destino colocara os holofotes numa encruzilhada lá na frente, aos pés de um majestoso conjunto de serras batizado pelos indígenas de Mantiqueira. Aos pés da qual se assentava esse povoado, uma freguesia de nome bem comprido.


No dia 29 de setembro de 1801, portanto seis anos antes que as tropas do general Junot invadissem Portugal a mando de Napoleão Bonaparte e sete anos antes, de Dom João desembarcar com família, cachorro, papagaio e a Corte em terras brasileiras, o tal povoado mudara de categoria e de nome. A freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova, um vilarejo fundado por um bandeirante que aqui viera procurar ouro e escravizar índios, era elevada à categoria de Vila, passando-se a chamar Vila de Resende. Homenagem ao Conde de Resende, na realidade o 2º Conde de Resende, Dom José Luiz de Castro, o Vice-Rei do Brasil. Posto este que recebera acompanhado de uma polpuda pensão vitalícia e que lhe foi conferido como resultado de negociatas que envolveram a capitania de Ilhéus. Obra arquitetada pelo pai, o Conde de Resende original, Dom Antônio José de Castro.


Assim nascia o que hoje conhecemos como município de Resende, então habitado por cerca de quatro mil almas, que se estabeleciam sobre uma vastidão de terras que limitava com os estados de São Paulo e Minas Gerais, com Angra dos Reis no litoral sul-fluminense e chegava às bordas da Serra das Araras. Terras que, segundo consta dos registros, jamais foram pisadas por aquele Conde que, dizem os historiadores, não era das melhores companhias e em cuja biografia estão cunhados: o fechamento da Academia Literária do Rio de Janeiro (odiava intelectuais) e o comando da degradante encenação do enforcamento de Tiradentes, em 21 de abril de 1792, com fortes traços bajulatórios em nome da Rainha, dona Maria I.


Paralelamente a esses fatos, outros acontecimentos giravam num vertiginoso redemoinho mexendo com o (novo) mundo. O iluminismo insuflara o pensamento liberal na Europa com reflexos no continente. Os Estados Unidos até já experimentavam uma novidade, a República. Algo que parecia fascinar as pessoas daquela época tanto quanto hoje a Disney World fascina a classe média e os novos ricos. Logo-logo Dom João, muito a contragosto, retornaria a Portugal e Napoleão, também, muito a contragosto, creio eu, morreria na ilha de Santa Helena. Dom Pedro I, daria o grito de independência, Resende se tornaria pujante com a fase áurea do café, a Princesa Isabel assinaria a abolição dos escravos e um golpe militar instalaria a República entre nós.


* Do meu romance erótico, ‘Que Delícia de Cadete!”.


Neste capítulo o sopro que gerou a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em Resende, que depois pariu o inominável que hoje envergonha a todos nós mundo afora. Isso só para falar em vergonha. Um raro caso ao qual não se precisa chamar a polícia.


 

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