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Anitta 7 x 1 Zé Neto


Anitta e Anitta em cera_fonte: Instagam



Reli meu texto da semana passada na Criativos, “lambi a cria”, como diziam os mais antigos, e passei a outros textos da revista. Chamou-me a atenção, entre os escritos dos colegas, um postado pelo Tuninho Galante, que repercute a insatisfação de estrelas internacionais da música, que se sentem pressionadas pelas redes sociais. Adele, Florence Welch e Anitta, entre outros, se queixam que para terem suas músicas divulgadas (viralizadas, na linguagem das redes sociais) teriam que produzir conteúdos que vão além da própria música.


A gente sabe que o chamado mundo Pop se uniu, através dos tempos, a linguagens variadas de comunicação, o que ajudou a catapultar certos modismos. Mas a grita põe às claras uns excessos da chamada revolução digital, com uma possível inversão de valores, com a música perdendo o protagonismo e indo a reboque, ou servindo de complemento dessas ferramentas. E conclui o Tuninho: “Importante lembrar à Comunidade Musical, que inclui quem cria e consome música, que esta atividade é Maiúscula, Independente, Soberana, não pode se diminuir para caber em nenhum funil digital, que comprime, achata, desidrata conteúdos para caberem em seus dutos digitais”. Gostei.


Gostei também de ver a Anitta metida nessa briga. Se sua música não me seduz, suas posições cidadãs me tornam a cada dia, um grande admirador seu. E recentemente, além dessa rusga com certas plataformas digitais que a colocaram mais uma vez na mídia internacional, Anitta ocupou o noticiário com outras questões também dignas de repercussão. Uma, e certamente a mais impactante, diz respeito a um dos mais recentes escândalos no país que é a ‘mamata’ protagonizada pelo governo federal ajudando a distribuir milhões a cantores sertanejos amigos. Um tal Zé Neto, de uma dessas duplas obscuras e milionárias e que tem a foto do Inominável do Planalto impressa em um de seus helicópteros, criticou Anitta num show numa pequena cidade do Mato Grosso. Disse ele que não usava Lei Rouanet para suas apresentações e que seus cachês eram pagos pelo povo. Investigações detectaram a origem da enxurrada de cachês milionários a esses tais sertanejos.


Realmente os cachês são pagos pelo povo, mas segundo o noticiário, via ‘punguismo’. São recursos públicos desviados para o tal Orçamento Secreto, que caem na conta de parlamentares bolsonaristas, muitos ligados à bancada do Agronegócio. O dinheiro dos parlamentares vai para a conta de prefeituras que contratam, com amparo legal, mas discutível, sem licitação, os shows desses caras por valores absurdos e em muitos casos, desproporcionais à realidade de pequenos municípios. As investigações chegaram aos cachês do Gustavo Lima, aquele que chorou nas Redes Sociais. Entre tantos outros ele teria um show contratado pela prefeitura de Magé (RJ) pelo valor de R$ 1 milhão. Segundo investigações do Ministério Público, um valor 10 vezes maior que o orçamento destinado a investimentos na Cultura daquele município, por um ano inteiro. O mesmo Gustavo Lima já teria show contratado para a feira agropecuária de Ituiutaba (MG) por R$ 1,9 milhão. É mole?


Domingo no Fantástico, a ‘Rainha do Pop’ demonstrou mais uma vez que o ‘rei está nu’ ao afirmar que já recebeu propostas com pedido para aumentar o cachê e que parte deste, iria para o contratante. E Anitta disse que nunca aceitou isso. Um dos motivos para justificar os supercachês bancados por verba parlamentar pode ser essa rachadinha mais que sofisticada. Outro, certamente é para garantir que o prefeito adote a reeleição do ‘generoso’ parlamentar como uma gratidão de seu município.


No domingo também ficamos sabendo que Anitta está num patamar bem acima desses estranhos seres que cantam sempre as mesmas estranhas canções e ficam milionários com cachês de origem estranhamente explicados. Ela agora é personagem da prestigiada rede de museus de cera Madame Tussauds, espalhada pelo mundo. Anitta tem sua cópia de cera em Nova York. Outras celebridades brasileiras homenageados no Madame Tussauds são: Pelé, Neymar, Ayrton Senna, Gisele Bündchen e mais duas modelos. Nenhum sertanejo universitário.


Certamente morrendo de inveja, o tal Zé Neto, naquele show no Mato Grosso, criticou em público a tatuagem que Anitta tem num lugar mais secreto, vamos dizer assim. Mas aí eu já não me meto.


Deixo pra Roberta Miranda, a Rainha do Sertanejo, defender a Rainha do Pop: “A inveja é que hoje ela é uma excelente marqueteira. Alguns machistas de merda querem que ela seja enterrada num buraco, mas ela sempre se recupera. Uma mulher de sucesso incomoda os homens, eles ficam acuados”, e completou: Por que criticá-la? O corpo é dela, a vida é dela, ela faz tatuagem onde ela quiser”. Chupa essa manga Zé Neto!


 

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