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A nova face do mundo




José Luiz Alquéres

Membro Titular do IHGB


A geopolítica procura explicar a partilha do planeta entre nações. É um campo de estudos que se desenvolveu a partir do século XIX, quando a revolução industrial ensejou uma grande explosão demográfica e aumentou brutalmente a necessidade de matérias primas.


Naquela época, grandes impérios se consolidam, como Império Britânico, a França de Napoleão Bonaparte, o Império Russo dos czares Romanov, e, também, os impérios orientais.


A formação desses impérios nunca foi estável e eles frequentemente mantiveram guerras entre si, concentradas em suas fronteiras. O caso mais dramático no Ocidente é a fronteira entre os mundos europeu e eslavo, ao longo do território da Alemanha e dos Balcãs. A divisão entre esses mundos, já no século XX, ficou dramatizada na expressão de Churchill quando disse que eles eram separados por uma verdadeira “cortina de ferro”, de forte conteúdo ideológico.


Essa situação caracterizou, dentre as hipóteses de evolução do mundo moderno, a visão do historiador Samuel Huntington, que no seu livro “O Choque das Civilizações” procurou demonstrar a inexorabilidade do conflito entre as fronteiras desses mundos.


Poucos anos depois, influenciado pelo grande progresso das comunicações, disseminou-se uma visão liberal por todo o planeta, que provocou uma reacomodação mundial de áreas de influência, levando a eventos como a queda do Muro de Berlim, reunificação da Alemanha, redução da presença dos estados na economia, progresso nas relações dos Estados Unidos com a China e o fim da União Soviética, com sua fragmentação em diversas repúblicas independentes.


O antigo mundo bipolar, dos Estados Unidos x União Soviética, deu então origem à esperança de um mundo fractal, ou seja, fracionado em diversos centros de poder: a União Europeia, os Estados Unidos, a Rússia, a China, talvez a América do Sul, seguramente a Índia, e outros.


Embora ainda alimente a doutrina do Pluralismo, isso foi algo mais idealizado do que real, porque, impulsionada pelo seu forte crescimento, a China substituiu a União Soviética como polo de influência, reconstituindo um mundo bipolar, com a surpreendente característica que entre ela e os Estados Unidos existe um gigantesco fluxo de comércio, com a poupança chinesa sendo majoritariamente aplicada nos Estados Unidos. A ascensão da China, assim, eliminou o sonho de um mundo imperial sob o poder americano, celebrado no livro “O Fim da História”, de Francis Fukuyama.


Hoje, novos arranjos internacionais são tentados. Os Estados Unidos promovem uma união em torno dos países do Pacífico, o que gera tensões na Austrália, Taiwan, Coreia do Norte e uma incômoda ressurgência da esquerda na parte oriental da América Latina. Enquanto isso, a China, sempre de olho nos recursos naturais, criou o projeto “One Road, One Belt”, para viabilizar uma infraestrutura de comércio com Índia, países do Golfo Pérsico e aqueles localizados no sul da Rússia. Isso, por sua vez, já provoca guerras na Síria, Ucrânia e instabilidades no Irã e na Turquia


Essa semana mais um capítulo dessa história foi escrito. A Rússia anunciou um novo plano geopolítico para o país. Esse plano diz que russos são todos que falam e têm costumes russos. Amplia um conceito de nacionalidade, que não tem mais nada a ver com fronteiras e sim com características étnicas dos povos e, no limite, simpatias. Com isso repete os mesmos argumentos de Hitler para justificar a invasão da Eslováquia, da Áustria e da Eslovênia, que fala de colonizados no passado por alemães.


Uma constante nestas lutas pelo poder territorial, onde até mesmo a África está sendo dominada por interesses econômicos chineses, é a inexpressiva participação no cenário político mundial da riquíssima exportadora de matérias primas e comodities América Latina. Este é o problema que nos afasta da posição de liderança que deveríamos ocupar e que a imperiosa transição para um modelo de sustentabilidade ambiental do planeta nos permite aspirar. Temos todos os elementos para isso, menos lideranças políticas à altura desse grande desafio, o que deveria ser a nossa prioridade absoluta.


 

O Pescador e a Sereia, com Clarice Magalhães com imagens de Serra, no Sul da Bahia, de Cristina Borges. Autores: Tuninho Galante e Marceu Vieira. Gravadora: Cedro Rosa Digital.



 

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