A matança num não-país das maravilhas


Lais Amaral Jr.

Me postei diante da tela branca do note book para escrever meu texto semanal da Criativos. Seria algo sobre o Clube da Esquina, da despedida de Milton Nascimento e coisas afim. Um artigo com jeitão de crônica, como eu gosto, com algum humor na garupa. Então chegou a notícia da postagem do André Trigueiro no Twitter sobre o desfecho do escabroso caso do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Philips, na Amazônia. Aí o astral baixou, para um nível mais baixo do que já estava. Impossível teclar sobre outra coisa que não tenha ligação com esse estado de espírito que está, com certeza, solapando a alma das pessoas ainda sensíveis. O Clube da Esquina, com toda a sua beleza, poesia e importância, fica pra semana que vem.


A notícia oficial da morte dos dois ainda não havia sido confirmada oficialmente. A postagem do Trigueiro se baseara em palavras da “viúva” de Dom Philips. O tempo passou e as notícias foram desencontradas e quando voltei ao texto, não havia certeza que os corpos foram encontrados. O que não muda em nada no geral, a nossa percepção sobre o desfecho do caso. E não muda em nada a realidade assustadora porque passa a Amazônia onde o crime organizad