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A Essencialidade da Cultura.

Nathaly Avelino, para Criativos!



Nathaly Avelino - Divulgação
Nathaly Avelino - Divulgação

Na Constituição Federal, o direito pleno a cultura e ao lazer consta como dever que deve ser assegurado pelo Estado aos cidadãos. Ou seja, a cultura está, pelo menos em teoria garantida como parte importante da construção da cidadania.


Também é comprovado e indiscutível o seu papel no desenvolvimento humano e a vitalidade da arte para o ser. Rica, múltipla e essencial a cultura é esse apanhado de coisas que faz com que nos identifiquemos dentro de uma sociedade, que permite a comunicação através das mais diversas expressões que a constituem e que nos emociona e nos salva nos mais diversos momentos.



Cultura que é demandada e também ofertada pelo povo e que por isso, deve ser pensada, dialogada e gerida sempre ao seu lado. É a participação da sociedade civil que constrói um plano de cultura para um Estado cada vez mais próximo ao irrestrito acesso a todas as expressões que a constituem. E um Estado culturalmente ativo é um Estado insubordinado e inquieto.


Como é possível conceber uma cultura que ainda parece ser submetida ao gosto pessoal e ditada por bastiões intocáveis que apenas bradam o que é digno e o que, não é? Parece inacreditável que existam planos de governo que pretendem limitar ainda mais as políticas de acesso e disseminação cultural, promovendo um Estado quase ditatorial que vira as costas pra importância de políticas públicas inclusivas.


Parece ser inacreditável, mas é real e vem acontecendo. É cansativo bater na tecla da importância da cultura – principalmente quando se é uma trabalhadora a serviço dela – mas repetir o óbvio é quase tão necessário quanto respirar atualmente.


Assim como a desigualdade e a crise educacional no Brasil são projetos, a elitização da cultura também é. Por que, mesmo diante de tamanha importância para a sociedade a cultura ainda é vista como um luxo? Manter uma população absurdamente desigual que sistematicamente seria impactada por expressões rasas que não permitem o pensamento crítico, fiel a um sentimento de não pertencimento e conexão com a arte é a garantia para a manutenção de pilares sociais que estão aí enraizados e que precisam ser mudados urgentemente.


Restringir ao máximo o acesso e a difusão de uma cultura múltipla é restringir o seu poder de transformação social para perpetuar a manutenção de um Estado de cabresto e desigual.


Discutir cultura e compreender o quanto ela é necessária para sociedade é tão urgente quanto tratar outras questões substanciais como saúde e educação, pois ela figura lado a lado a esses direitos básicos. Encara-la como tal é o principal ponto para uma transformação.


Num momento de crise como o que estamos enfrentando e com a aproximação das eleições é muito importante buscar por aqueles que entendem a cultura como um bem do povo, que deve ser discutida, memoriada, recontada e repassada.


Depois de uma pandemia que nos encarcerou e que remodelou – forjado na necessidade, é importante frisar – os meios de acesso e difusão cultural é inadiável a transformação no modo de lidar com a nossa arte e com o nosso patrimônio.


O foco deve ser no incentivo a uma cultura desburocratizada encarada como uma política de Estado que tenha como protagonista a sociedade civil e que reconheça os fazeres e saberes da sociedade como um todo, sem restrições territoriais ou sociais. E esse foco não pode ser distraído e nem disfarçado, ele precisa ser preciso e sincero.


O que mais será necessário para distanciar a cultura do plano do mero entretenimento vazio para eleva-la ao pódio do imprescindível?


 

Nathaly Avelino é produtora multilinguagem com 10 anos de experiência no mercado da cultura, onde atuou como coordenadora de produção e produtora executiva em projetos diversos. Bacharel em Produção Cultural pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro e pós graduanda em comunicação e marketing digital foi idealizadora e diretora de produção do Festival de música e empreendedorismo Kombi Voadora, com patrocínio da SEC- RJ.

Em meados de 2020 coordenou a realização do evento digital Múltiplas Vivências, projeto próprio realizado pelo Coletivo Produtores Culturais onde atua como coordenadora de produção e comunicação.


 

Criativos! é uma revista digital de Arte, Cultura e Economia Criativa e conta com a colaboração de centenas de artistas, criadores, jornalistas e pensadores da realidade brasileira.

Editado pela Cedro Rosa.


 

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