A economia criativa não pode parar!

Gloria Braga


Em tempos de COVID-19, os impactos estimados para o setor cultural em todo mundo somam alguns milhões de dólares. Nesses números, ainda subestimados, estão computados os impactos diretos e resultantes do cancelamento de espetáculos ao vivo e turnês de artistas, proibição de atividades ao ar livre, fechamento de salas de cinema, museus, teatros, bares, boates e restaurantes. Todavia, os reflexos desse lock down do setor cultural vão muito além porque compreendem não apenas os artistas e suas famílias, mas também todos os trabalhadores direta e indiretamente envolvidos, bem como o faturamento dos estabelecimentos fechados gerado em grande parte pelo uso de bens culturais e direitos autorais. A chamada economia criativa nada mais é do que o conjunto de todos esses atores e seus múltiplos relacionamentos. Segundo a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), em nosso País, em 2018, mais de 5 milhões de pessoas trabalhavam no setor cultural.


No Brasil e em vários outros países do mundo, desde o início da pandemia, surgiram iniciativas para compensar o setor cultural por perdas quase incalculáveis. Primeiro a realmente parar para evitar que a reunião de pessoas festejando a vida e suas alegrias pudesse propiciar a propagação do vírus inimigo, o setor cultural continua carecendo de atenção.


Na Alemanha, microempresas que empregam até 10 pessoas, tais como as produtoras de shows e eventos, poderão mediante simples cadastr