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A ANGÚSTIA DO TEMPO




Recebendo a comunicação da aposentadoria, Celinho marcou a comemoração com os amigos mais próximos, “a turma”, todos já aposentados, no bar da esquina.


Lá, depois de receber os cumprimentos, contou três dos seus planos prioritários, já que teria todo o tempo do mundo: botar a leitura em dia, pois havia uns livros encalhados na estante, acompanhar, pela televisão, todos os jogos do Flusão e, o mais importante, levar as netas a todos os lugares aonde quisessem ir. Isso sem abandonar as atividades costumeiras: caminhada diária no calçadão praia com a turma.


Dia seguinte,: acordou, tomou café na padaria, dirigiu-se ao calçadão e caminhou por uma hora. Terminando, descansou tomando água de coco no quiosque do Didi e ouvindo suas estórias engraçadas. Depois, um mergulho e casa. Banho tomado, marcou o almoço com um amigo. Aproveitando a tarde, às vezes um passeio no shopping. Vagabundeando. À noite, por vezes, um encontro com uma amiga da antiga.


Ela viúva; ele, viúvo. Os dois , atravessando o tempo.


Logo, porém, percebeu que, por mais fizesse atividades, sobravam horas no dia e já não tinha mais novidades. Repetia o que fizera uns dias antes O que era prazer virava rotina tornando-se um fardo, trazendo cansaço e desprazer. Aos poucos “todo o tempo do mundo” virava angústia e, ao acordar, um pesadelo.


No corredor do edifício, esbarrou em sua vizinha, Maria Lúcia, Malu, jovem de 22 anos. Quase o derrubou, pois ela vinha acelerada em sua correria.


Enquanto esperavam o elevador, ela pediu desculpas e explicou o motivo da pressa desmedida: vivia correndo e o tempo era pouco, pois de manhã cursava psicologia na UFRJ, na Urca, saía correndo para o trabalho à tarde, na cidade e mais correria para, três vezes por semana, fazer estágio. no Nise da Silveira, no Engenho de Dentro. Chegava em casa, às 10 da noite, exausta: banho, lanche, ligação para o namorado e cama.


Dia seguinte, quase a mesma rotina, quebrada apenas por duas noites de calmaria, que aproveitava para fazer os trabalhos e namorar. Sem pressa.


Celinha, Malu e o tempo inimigo e amigo.


 

Cultura e economia criativa no Brasil e no mundo.



Paulinho Cavaco e sua Reunião de Condomínio, no CD do Bip Bip



A economia criativa tem se destacado como uma fonte significativa de emprego, renda e pertencimento em todo o mundo. Países como o Brasil, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá têm investido consideravelmente nesse setor, promovendo a inovação e a diversificação econômica. Além disso, instituições como a UNESCO e o Banco Mundial têm apoiado iniciativas relacionadas à economia criativa em diversas nações.


Música de bar e boteco, escuta essa playlist da Cedro Rosa.


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